Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2016
O governo iniciou a semana com negociações intensas com deputados da base aliada para evitar o prosseguimento do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, em curso na Câmara dos Deputados. Os alvos do Palácio do Planalto são partidos da base que, após a saída do PMDB do governo, podem ganhar mais espaço na Esplanada dos Ministérios.
Nesta segunda-feira (04), o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fez a defesa da presidenta na comissão especial do impeachment. Nas contas dos parlamentares, a comissão deve votar um parecer ainda neste mês. Depois, o plenário da Casa decidirá se instaura o processo contra a presidenta.
Dilma precisa de ao menos 171 votos dos 513 deputados para barrar o impeachment. Um dos partidos mais buscados pelo governo é o PP, que já é aliado, mas pode ganhar mais espaço. A sigla tem 51 deputados e hoje conta com um ministro. O PMDB, já fora do governo, mantém, por enquanto, seis ministros.
Uma ala do governo tem defendido a ideia de que os cargos sejam entregues aos partidos que votarem contra o impeachment após a análise do processo no plenário. Questionado por jornalistas se a Saúde ou a Educação seriam pastas boas para o PP, o líder do partido na Câmara, Agnaldo Ribeiro (PB), disse que o importante é o “prestígio” que se dá ao aliado.
O deputado Marcelo Aro (PHS-MG) afirmou que o governo oferece cargos e pede para os parlamentares não comparecerem no dia da votação. “Como se não bastasse eles oferecerem cargos, entre outra coisas, agora eles também estão falando o seguinte: não precisa votar não, apenas não venha votar”, disse o parlamentar.
A oposição classificou a tática do governo de “vergonha”. Para o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA), o País não pode “chegar a esse nível”. (AG)
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