Quarta-feira, 11 de março de 2026

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Colunistas Governo investe nos votos do PP, PSD e PR para barrar impeachment

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Dilma Rousseff (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A investida do governo federal sobre o Partido Progressista, em busca de pelo menos 40 votos contra o impeachment, é pesada. Porém, a bancada gaúcha contabiliza que, dos 48 deputados em Brasília, pelo menos 35 votam pelo impeachment.

A presidente Dilma Rousseff acena com a nomeação do deputado Ricardo Barros (PR) para o Ministério da Saúde e entrega ao PP com “porteira fechada”, as estatais e autarquias envolvendo o Ministério da Integração Nacional, incluindo o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Barros teria recusado o cargo depois que o PP paranaense decidiu majoritariamente posicionar-se a favor do impeachment.

Há ainda a promessas de cargos – alguns a longo prazo e outros de ocupação imediata – e liberação de emendas para garantir a fidelidade dos aliados na tentativa de barrar o processo de impeachment. A negociação é feita ainda com outros partidos, como o PR e o PSD, e envolve, ainda, a liberação de recursos de emendas parlamentares represadas no caixa do Tesouro desde 2012.

Essas três legendas já receberam R$ 12,2 milhões de restos a pagar, represados desde 2012. Para que se tenha ima ideia, esse valor representa mais que o valor liberado para o PMDB, que desembarcou do governo há quase duas semanas e ainda com seis dos sete ministros, com R$ 10,8 milhões liberados.

PT imbatível na liberação de emendas

No quesito liberação de recursos para seus congressistas, a bancada do Partido dos Trabalhadores é disparado o maior beneficiário: a presidente Dilma Rousseff liberou para a bancada R$ 24,97 milhões.

Michel Temer no comando

Colocado em uma posição que “não tem mais volta”, como garantem seus colaboradores mais próximos, o vice-presidente Michel Temer começou desde sexta-feira a dialogar pelo telefone com vários deputados, tanto do PMDB como de ouras bancadas. A estratégia leva em conta a necessidade de definir logo o número de votos necessários para aprovar no plenário da Câmara o processo de impeachment, já que não existem dúvidas quanto à sua aprovação na Comissão Especial.

Os números de Temer

Na Câmara, serão necessários 342 votos, o equivalente a dois terços dos seus membros. Sábado, o cálculo do vice-presidente contabilizava 336 votos, faltando apenas seis. A tendência, segundo a equipe do vice-presidente, é de ultrapassar os 342 até o meio da semana.

Placar do impeachment

O placar do Impeachment do jornal O Estado de S. Paulo contabilizava até ontem, na bancada federal gáucha, como votos contra o impeachment, além de toda a bancada do PT, os deputados Pompeo de Mattos e Affonso Motta, do PDT.

Fontana acusa oposição de barrar processos contra Temer e Cunha

O deputado federal Henrique Fontana (PT) está denunciando que a oposição “acelera o processo de golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e obstrui o andamento da Comissão de Impeachment contra Michel Temer e o andamento da Comissão de Ética para cassar Eduardo Cunha. Isso expressa bem o tribunal de exceção que a oposição tenta organizar, liderados por Cunha aqui no Parlamento: a todo o momento são dois pesos, duas medidas. Cunha age da seguinte forma: para os meus inimigos poucos dias e casso sem provas, para meus amigos a proteção eterna”, criticou Fontana.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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