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Economia Governo Lula anuncia liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço de Trump

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou recursos para empresas afetadas por taxação de 25% do governo americano contra produtos brasileiros

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22) a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros vendidos no mercado americano e também aquelas impactadas pela guerra no Oriente Médio. A medida é chamada de “Brasil Soberano 3” pelo governo.

Segundo o governo, R$ 13,5 bilhões virão de recursos não utilizados no “Brasil Soberano 1” e da renegociações de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões virão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O presidente também sancionou uma lei que liberou R$ 15 bilhões, o “Brasil Soberano 2”, em recursos para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando assim o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos Estados Unidos. A lei deriva de uma MP (medida provisória) de março de 2026.

O crédito será destinado a empresas exportadoras de diversos setores. O governo coloca algumas regras para as empresas que aderirem ao programa como, por exemplo, a manutenção de pelo menos parte dos empregos.

Outras medidas continuam em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados. O anúncio ocorre um dia após o governo federal iniciar uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo “tarifaço” dos Estados Unidos. Os encontros são para ouvir as demandas das empresas e discutir medidas para reduzir os impactos das tarifas sobre as exportações brasileiras.

Andamento das negociações

Conforme a avaliação de integrantes do governo brasileiro envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram no ano passado — após o encontro Lula e o presidente norte-americano Donald Trump na Malásia —, foi possível obter avanços junto ao governo americano.

Entretanto, a partir do fim de maio e o início de junho, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar “inflexíveis”, apresentando questões “inegociáveis” para o Brasil, como mudanças no PIX e na legislação sobre minerais críticos — matérias-primas consideradas essenciais para setores estratégicos, como baterias, veículos elétricos, eletrônicos, energia e defesa.

Além disso, conforme integrantes da diplomacia brasileira, os dados apresentados sobre desmatamento, por exemplo, foram desconsiderados, sem contrapropostas ou indicações por parte dos americanos.

Cerca de dez dias antes do anúncio, houve uma reunião técnica entre negociadores dos dois países, e o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos seis pontos levantados pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) na abertura da investigação comercial, mas não recebeu resposta.

Em razão do prazo dado pelo governo americano, e a sinalização de que os argumentos brasileiros seriam rejeitados, um eventual adiamento do tarifaço passou a ser considerado “improvável” pelo governo brasileiro, mesmo assim, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma última rodada de negociação. Essa rodada aconteceu, o Brasil disse que o tarifaço era injusto.

De acordo com ministros, a ordem do presidente Lula foi que o Brasil não deixasse a mesa de negociação nem deixasse a ideologia contaminar as conversas. Entretanto, a avaliação do governo brasileiro foi que a decisão do USTR de recomendar as tarifas foi política e ideológica.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa. Além disso, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a tarifa média aplicada aos principais produtos com origem americana têm tarifa média de 3%. Diante disso, Alckmin passou a dizer que o tarifaço americano não faz “sentido”.

Sem retaliação, segundo Alckmin

Nesta terça-feira, Alckmin disse que “a ideia não é retaliação”. No entendimento do vice-presidente, o uso da Lei de Reciprocidade Econômica pelo Brasil é diferente de retaliar os produtos americanos, e a medida pode vir a ser adotada no momento “adequado”. Ele deu a declaração após uma série de encontros com representantes de setores afetados pelo tarifaço.

Esses representantes do setor produtivo têm defendido que o Brasil não use a lei da reciprocidade, entendem que a medida poderia prejudicar ainda mais a economia, os setores e os consumidores. Diante disso, têm pedido ao governo que insista na via diplomática.

O que é o “Brasil Soberano”?
O Brasil Soberano é uma medida criada pelo governo federal via BNDES para apoiar empresas brasileiras em momentos de instabilidade no cenário internacional. O programa oferece linhas de crédito para empresas exportadoras.

O plano foi criado no ano passado para oferecer apoio financeiro aos exportadores que foram afetados no primeiro tarifaço.

Nesta segunda etapa do plano, o crédito será destinado a empresas exportadoras e seus fornecedores que sofrem os impactos do segundo “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A medida também alcança empresas afetadas pela instabilidade no Golfo Pérsico e setores industriais considerados importantes para as exportações do país.

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MIRO
22 de julho de 2026 16:45

Empresas estão quebradas, pela pesada carga de impostos e taxas criadas pelo LADRÃO…e agora provocou, provocou, não negociou, tomou as taxas e oferece dinheiro , com as mais altas taxas de juros do MUNDO.

VERDADE,,,,O LULA 5 , veio com sangue nos olhos , para se vingar….

Na verdade , tomamos estas sansões , mais pela associação, do LADRÃO, com o NARC@TERR@ORISMO, do que pelas questões comerciais…..

ochoavanderlei@gmail.com
22 de julho de 2026 16:19

ESTADISTA LULA trabalhando pelo Brasil e a família bolsonaro trabalhando contra.

MIRO
22 de julho de 2026 16:47

SOLDADINHO DO CRIME , criando a narrativa que a Quadrilha criou….CULPEM O BOZO…..Mintam , inventem ….como fazem a 30 anos.

César
22 de julho de 2026 16:34

É o dinheiro dele ou tá como sempre fazendo propaganda com a música dos outros? Ele deveria ter Amigos como o Trump. Mas prefere o Maduro, o Fidel e o Ortega (sem eleição).Pior é os RETARDADOS que acham que ele tá certo.

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