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Mundo Governo Lula e Rússia criticam ação de Trump para excluir a África do Sul do G20

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nessa quinta-feira (5) com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Os governos do Brasil e da Rússia criticaram, em declaração conjunta assinada nessa quinta-feira (5), a tentativa dos americanos de excluir a África do Sul da cúpula de 2026 do G20, reunião das 20 maiores economias globais.

“O Brasil e a Rússia (…) manifestaram sua preocupação diante da tentativa de impedir a participação da África do Sul no G20 em 2026 e exortaram o restabelecimento da atuação daquele país”, diz a declaração, sem fazer menção direta aos EUA ou ao presidente Donald Trump.

“Frisaram que o G20 deve continuar a agir em estrita conformidade com os princípios de governança coletiva, tomada de decisões por consenso e manutenção da representatividade estabelecida.” O texto é assinado pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Em novembro do ano passado, o presidente Donald Trump anunciou que boicotaria a cúpula na África do Sul e depois que excluiria o país da próxima reunião do G20, em Miami, no estado americano da Flórida.

Trump justifica a exclusão com base em alegações falsas de que estaria ocorrendo um “genocídio branco” na África do Sul. A fala tem como base uma lei recém-aprovada naquele país que facilita a expropriação de propriedades rurais improdutivas.

A declaração conjunta assinada nesta quinta entre Brasil e Rússia também critica o que chama de medidas coercitivas unilaterais, particularmente contra países em desenvolvimento. “Tais medidas são ilícitas, ilegítimas e incompatíveis com o direito internacional e com a Carta das Nações Unidas, além de violarem os direitos humanos das populações atingidas.”

O trecho pode ser lido como uma crítica à operação militar americana que sequestrou, em território venezuelano, o ditador Nicolás Maduro. A Rússia era um dos principais aliados do regime chavista na Venezuela e invadiu, em 2022, a vizinha Ucrânia.

Em outros trechos, o comunicado do Itamaraty reforça a necessidade de ampliar a cooperação entre Brasil e Rússia, diversificando a pauta comercial. Também defende o multilateralismo e fala em reformar as instituições financeiras criadas pelo Acordo de Bretton Woods – Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.

Agenda bilateral e global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nessa quinta-feira (5) com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, para tratar de temas da agenda bilateral e global.

Mishustin veio ao Brasil à frente de delegação composta por ministros e dirigentes de agências do governo russo para participar da VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN).

Criada em 1997, a CAN é liderada pelo vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e pelo chefe do Governo da Rússia. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e do Palácio do Planalto.

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