Terça-feira, 04 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Governo Lula reforça pressão por PEC da Segurança Pública após assassinato em aeroporto

Compartilhe esta notícia:

Objetivo é usar encontros com parlamentares para destacar que a proposta torna compulsório o compartilhamento de informações. (Foto: Freepik)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai reforçar a pressão junto a parlamentares pela PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública após a execução de um empresário no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

O objetivo é, em encontros com deputados e senadores, ressaltar que a proposta torna compulsório o compartilhamento de informações entre as polícias, o que é considerado fundamental para combater o crime organizado.

O empresário morto em Guarulhos, Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, era investigado por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e havia fechado um acordo de delação para entregar informações sobre a organização e esquemas envolvendo policiais.

“Padronização de dados e metodologia uniforme é fundamental para combater o crime organizado que atua nacionalmente e até internacionalmente”, diz uma fonte do governo Lula. “[Atualmente] cada força se acha “dona” das informações e não as compartilha com as demais.”

A PEC da Segurança Pública foi apresentada no dia 31 de outubro numa reunião de Lula e outros integrantes do governo federal com governadores.

Na ocasião, alguns se mostraram reticentes – caso de Ronaldo Caiado (União), de Goiás, que disse a proposta era uma “invasão” nas funções dos estados que Goiás não tinha problemas de segurança na mesma proporção que outros estados – Lula, em resposta, ironizou e disse que “Goiás é único estado que não tem problema de segurança” no Brasil.

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) argumentou que seria necessário ir além do que está previsto na PEC e propôs que os estados se reunissem para apresentar propostas.

Segundo informações do blog da jornalista Andréia Sadi, do portal g1, o governo federal comemora o fato de Tarcísio não totalmente contrário à PEC, e sinalizou disposição para mudanças.

Delação

O delator do PCC, foi ouvido no dia 31 de outubro na Corregedoria da Polícia Civil sobre a denúncia de que policiais civis estavam cometendo extorsão. O depoimento foi dado oito dias antes de ele ser executado.

A informação foi divulgada por Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, em coletiva de imprensa nessa segunda-feira (11).

“A Corregedoria da Polícia Civil, no dia 31 de outubro, ouviu na sede de Corregedoria o indivíduo Vinicius. Ele foi ouvido por conta de termos recebidos extratos dessa delação no Ministério Público, nós ainda não tivemos acesso a delação, mas extratos dela – onde ele falava nome de policiais civis que teriam, de alguma maneira, participado extorsão contra ele. O primeiro a ser ouvido foi o próprio Vinicius”, afirmou Derrite.

“O inquérito foi instaurado na Corregedoria para que ele pudesse apontar os nomes e quais desvios de conduta, esses policiais civis teriam cometido”, completou.

Em março, o empresário fechou um acordo de delação premiada com o MP com a promessa de entregar esquemas de lavagem de dinheiro do PCC e crimes cometidos por policiais. Gritzbach acusou um delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de exigir dinheiro para não o implicar no assassinato do Cara Preta.

Além disso, forneceu informações que levaram à prisão de dois policiais civis que trabalharam no Departamento de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Lula negocia ministério para atrair apoio de evangélicos
Lula vai receber Xi Jinping no Palácio da Alvorada depois da cúpula do G20
Pode te interessar