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Política Governo mapeia temas que podem atrapalhar Lula nas eleições e discute plano de ação

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Executivo tenta se antecipar e lançar medidas antes que problemas se agravem, com impacto negativo nas urnas. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva colocou no radar pelo menos quatro temas econômicos que podem atrapalhar o presidente na corrida eleitoral de 2026 e articula um plano de ação para atacá-los, na tentativa de evitar um impacto negativo nas urnas.

A alta dos combustíveis, o aumento na conta de luz, a fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o endividamento das famílias são descritos por auxiliares do presidente como “pontos centrais” que podem despertar a insatisfação da população e respingar nas eleições.

A preocupação cresce no momento em que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que desponta como o principal adversário de Lula na disputa pela Presidência, ganha terreno nas pesquisas de intenção de voto. No último Datafolha, Flávio se aproximou do petista nas simulações de primeiro turno e empatou tecnicamente na de segundo.

A estratégia do governo é mapear os gargalos e elaborar medidas que ajudem a melhorar a percepção dos eleitores sobre esses temas, com a cautela necessária para não pressionar ainda mais as contas públicas.

Segundo um auxiliar do presidente, se o governo não reagir aos choques nos preços dos combustíveis e na conta de luz, nem atuar para resolver os problemas da fila do INSS e do endividamento das famílias, haverá uma crescente insatisfação que acabará tendo impacto eleitoral.

Hoje, a leitura no Executivo é que, mesmo com baixo desemprego, alta na renda e inflação de alimentos controlada, o governo não consegue alavancar sua popularidade, o que é atribuído em parte ao elevado nível de comprometimento da renda com dívidas. Por isso, aumentos de preços tendem a representar um incômodo adicional.

Por outro lado, um cavalo-de-pau na economia neste momento poderia alimentar a desconfiança dos investidores, impactar o câmbio e acelerar a inflação, atrapalhando o processo de redução da taxa de juros iniciado pelo Banco Central. Ou seja, responder aos problemas “saindo das regras do jogo” poderia surtir o efeito contrário ao esperado.

Nos combustíveis, o governo já anunciou iniciativas para tentar conter a alta do diesel, como a desoneração de PIS/Cofins e a criação de um subsídio de R$ 0,32 por litro. Agora, o Executivo tenta convencer os governadores a dividirem a conta de um incentivo adicional, de R$ 1,20 por litro, na importação do combustível.

A equipe do presidente também discute, de forma preventiva, medidas para amortecer o aumento na conta de luz. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) projeta uma alta média de 8% neste ano, o dobro da inflação, e algumas companhias já começaram a implementar os reajustes. Em Roraima, o percentual ficou acima de 20%.No Rio de Janeiro, a alta média foi de 14,2% para clientes da Enel e de 6,9% na área da Light.

A projeção de acionamento das bandeiras amarela ou até vermelha a partir de junho, às vésperas da campanha eleitoral, também disparou um alerta dentro do governo. As duas indicam maior custo para gerar energia e impõem uma cobrança extra aos consumidores.

Segundo um técnico que participa das discussões, ano eleitoral e bandeira vermelha “são coisas que não combinam”. Por isso, o governo está em busca de medidas que possam mitigar essa situação.

Uma das possibilidades em estudo é diluir esses impactos com o bônus de Itaipu, valor creditado na conta dos consumidores após apuração do saldo na conta de comercialização da energia da usina no ano anterior. A ideia seria usar o recurso para atenuar os reajustes de algumas distribuidoras, mas a medida depende de alteração legal.

Outra opção na mesa é rever a metodologia das bandeiras, para subir os parâmetros que fazem disparar o gatilho de cada bandeira. As discussões, segundo um técnico, ainda estão em andamento.

Enquanto o governo não chega a um desenho final, o secretário nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, João Cascalho, enviou um ofício à Aneel pedindo o adiamento dos reajustes para permitir a “eventual consideração de medidas que possam contribuir para uma solução mais equilibrada”.

“O objetivo dessas discussões é examinar alternativas que possam mitigar os impactos dos reajustes tarifários para os consumidores, buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população”, diz o documento, obtido pela Folha.

Em relação ao INSS, a situação da fila deixa Lula exposto a críticas, já que a regularização do estoque foi uma promessa de campanha em 2022 —no entanto, sua gestão bateu sucessivos recordes de requerimentos acumulados, chegando à marca dos 3 milhões no início deste ano. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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