Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Governo pede ao Supremo mais 60 dias para renegociar acordos de delação premiada fechados por empresas com a Lava-Jato

Compartilhe esta notícia:

(Foto: STF/Divulgação)

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) pediram na sexta-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para que sete empresas possam continuar negociando a revisão dos acordos de leniência fechados pela Operação Lava Jato. Logo em seguida, o ministro André Mendonça atendeu ao pedido do governo.

Em fevereiro, Mendonça deu prazo de dois meses para que onze empresas discutissem com o governo a repactuação dos acordos. Sete empresas, que somam multas de R$ 11,8 milhões abriram tratativas com AGU e CGU.

Os acordos de leniência são uma espécie de delação premiada das empresas, que revelam o que sabem sobre uma investigação em troca de punições menores. Para que os acordos fossem fechados executivos confessaram a formação de cartel em contratos da Petrobras e o desvio de dinheiro público.

Segundo o documento enviado ao STF, “apesar da intensa negociação promovida pela Controladoria-Geral da União e por Advocacia-Geral da União, com as empresas interessadas, bem como da disposição instada pelas referidas pessoas jurídicas, não foi possível, no prazo de 60 (sessenta) dias, , até o presente momento, uma resolução consensual”.

Desconto

A divergência é sobre o valor de um possível desconto. O governo propôs reconhecer créditos decorrentes do prejuízo fiscal até o limite de 30% da dívida remanescente das empresas nos acordos de leniência. Já as empresas querem usar esses créditos para reduzir o saldo em 50%. As tratativas envolvem Novonor (antiga Odebrecht), Camargo Corrêa, Metha (ex-OAS), Nova Engevix, Braskem e J&F. A tendência é que o Supremo conceda a extensão do prazo.

Em 2023, os partidos PSOL, PCdoB e Solidariedade pediram ao Supremo que suspendesse indenizações e multas em todos os acordos da Lava Jato celebrados antes de 6 agosto de 2020, data em que a Controladoria-Geral da União, a Advocacia-Geral da União, o Tribunal de Contas da União e o Ministério da Justiça assinaram um termo de cooperação técnica. Um entendimento que estabeleceu que a AGU e a CGU são as responsáveis pela condução e celebração dos acordos de leniência.

Na ação, os partidos criticam os acordos da Lava Jato porque, segundo eles, foram fechados antes dessa data e tiveram o Ministério Público Federal como o principal responsável. Os partidos pedem que os acordos sejam repactuados com a participação dos órgãos de controle, como a CGU. As informações são do G1.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Câmara dos Deputados retoma projeto que tira poder de governadores sobre chefia das polícias militares
Governo nomeia indicado pelo presidente da Câmara dos Deputados para o Incra, após demitir o primo dele
Pode te interessar