Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de março de 2016
A presidenta Dilma Rousseff reconheceu nesta sexta-feira (11) a possibilidade de ser adiado para o segundo semestre o envio ao Congresso Nacional da proposta de reforma previdenciária.
Em entrevista à imprensa, a petista afirmou que o governo federal tem feito uma avaliação sobre o envio no primeiro ou no segundo semestre. No mês passado, a intenção do Palácio do Planalto era enviá-la até o final de abril.
Com as resistências de partidos da base aliada, como PT e PDT, a presidenta estuda deixar a polêmica mudança para o final do ano, sobretudo diante da possibilidade de abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados.
“Nós estamos fazendo uma avaliação apurada sobre isso [envio da reforma previdenciária]”, disse. “A gente não pode ser Joãozinho do Passo Certo. Temos de ver com as diferentes forças políticas como as coisas se darão”, acrescentou.
Segundo relato de auxiliares da petista, o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) está “isolado” dentro do governo na defesa de que a reforma previdenciária seja encaminhada ao Congresso até o fim de abril, como o governo anunciara.
Ministros palacianos dizem que o adiamento seria um gesto na direção de partidos aliados como PT, PDT e PTB e da sua base social para conquistar apoios num momento de piora da crise política e do risco de impeachment.
Um ministro disse que a ideia não é o governo desistir da reforma, considerada essencial pela presidente, mas deixá-la para o segundo semestre, de preferência depois das eleições municipais. (Folhapress)
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