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Geral Governo renovará operação de Garantia da Lei e da Ordem na Amazônia por apenas 15 dias, diz o vice-presidente Hamilton Mourão

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O vice-presidente Hamilton Mourão é coordenador do Conselho da Amazônia. (Foto: Romério Cunha/VPR)

O vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia, que a operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) que atua no combate ao desmatamento na região deverá ser estendida por mais apenas 15 dias. Após esse período, as Forças Armadas deixarão de atuar na floresta.

O prazo da operação, autorizada no fim de junho, terminaria nesta terça-feira. Inicialmente, a previsão era que ação foi ampliada por 45 dias.

De acordo com Mourão, os recursos necessários para o apoio logístico e de inteligência para os próximos 15 dias serão repassados pelo Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Defesa.

“A GLO foi renovada por 15 dias, após isso as ações seguem dentro do previsto no Plano Amazônia 2021/22. Recursos do MMA serão repassados ao MD para o necessário apoio logístico e de Inteligência”, disse o vice-presidente ao jornal O Globo.

O Plano Amazônia 2021/2022 foi apresentada em abril pelo governo federal e contém metas de redução do desmatamento nas florestas brasileiras. Um dos objetivos é reduzir o desmatamento ao fim de 2022 aos níveis de 2016.

Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a falta de recursos foi fator determinante para o fim da ação de militares na região. A avaliação é que o emprego da Força Nacional demanda menos verbas. O vice-presidente confirmou que a falta de recursos foi o motivo para a abreviação do fim da GLO.

“Sobrou um pouquinho (de recurso), nós vamos dar uma estendida aí de mais quinze dias, mas ao mesmo tempo os ministérios que são responsáveis pelas ações se coordenaram. E aí tem recurso do Ministério do Meio Ambiente que vai passar para o Ministério da Defesa, porque ele deu o apoio logístico e de inteligência, e ao mesmo tempo tem o convênio do Ministério do Meio Ambiente com o Ministério da Justiça com o apoio de segurança e a Força Nacional. Ou seja, o plano sendo executado”, disse Mourão ao deixar o gabinete no final da tarde desta terça.

Nesta terça-feira, o governo fez um pronunciamento para anunciar um Plano de Atuação do Governo Federal no Combate às Queimadas. A maioria das medidas, no entanto, já havia sido divulgadas. A declaração foi dada pelos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Joaquim Leite (Meio Ambiente) e Anderson Torres (Justiça), que não mencionaram o fim da GLO, embora o tema tivesse sido tratado nos ministérios.

O vice-presidente não participou da declaração, mas destacou que as ações anunciadas constavam no Plano Amazônia, elaborado por ele.

“Vocês tem que entender o seguinte: nós fizemos o plano estratégico, né? Então os executantes têm que se coordenar e seguir as diretrizes que foram colocadas no plano. Então eu estou muito satisfeito porque finalmente a coisa está andando. Está funcionando”, disse Mourão

Autorizada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro, a GLO terminaria nesta terça-feira, dia 31. Na ocasião, a operação foi estendida a pedido do vice-presidente. Como coordenador do Conselho da Amazônia, ele era o responsável por gerenciar a atuação das Forças Armadas na região. A relação entre Bolsonaro e Mourão está em sem pior momento desde o início do governo. Ao todo o governo, realizou quatro operações com militares para combater o desmatamento na Amazônia. As informações são do jornal O Globo.

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