Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2016
O Brasil teria facilitado a concessão de um empréstimo de 320 milhões de dólares para a construção de uma barragem em Moçambique, país africano.
O início do acerto teria ocorrido em um encontro em março de 2013 da presidenta Dilma Rousseff e o então presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Durban, na África do Sul, em uma reunião de países com economia emergente. Na conversa, eles trataram sobre o empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à obra da barragem moçambicana Moamba Major.
Guebuza teria reclamado para Dilma que as exigências para a liberação de crédito – obrigatoriedade de abertura de conta bancária em um país com baixo risco de calote – estavam travando obras de infraestrutura em Moçambique. Após flexibilização, o crédito foi concedido.
O contrato foi assinado em julho de 2014 e o dinheiro foi para o consórcio formado pela Zagope Construções, da Andrade Gutierrez, investigada na Operação Lava-Jato, e Fidens Engenharia. Logo após a assinatura, a Andrade Gutierrez teria doado 20 milhões de reais para a campanha de Dilma. O BNDES informou que a operação com o país africano obedeceu a todos os trâmites usuais do banco. (AG)
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