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Mundo Governo Trump assina acordo de cooperação com Paraguai que prevê atuação de militares norte-americanos no país

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O Acordo de Estatuto de Forças estabelece as bases legais para as operações de militares estrangeiros em um determinado país.

Foto: Reprodução
Conflito teve início no dia 28 de fevereiro quando um ataque matou o líder supremo do país. (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Estado dos Estados Unidos anunciou a assinatura de um acordo de cooperação do país com o Paraguai que prevê a atuação de militares americanos, bem como funcionários civis do Departamento de Guerra no país da América do Sul.

“O Secretário de Estado Marco Rubio reuniu-se hoje com o Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, para assinar um Acordo de Estatuto de Forças entre os Estados Unidos e o Paraguai”, diz uma nota divulgada pelo governo dos EUA.

O Acordo de Estatuto de Forças estabelece as bases legais para as operações de militares estrangeiros em um determinado país. Esse tipo de documento estabelece direitos, responsabilidades e o status legal de militares e funcionários estrangeiros de Defesa quando estes se encontram em outro país. Eles não estabelecem, necessariamente, a criação de bases militares ou a presença permanente das forças estrangeiras.

“O acordo histórico estabelece uma estrutura clara para a presença e as atividades de militares e civis do Departamento de Guerra dos EUA no Paraguai, facilitando o treinamento bilateral e multinacional, a assistência humanitária, a resposta a desastres e outros interesses de segurança compartilhados.”

“O acordo fortalece uma parceria de longa data e apoia nossas prioridades compartilhadas. Ambos os representantes expressaram confiança de que o acordo fortalecerá a soberania de ambos os países e aprimorará nossa cooperação para maior estabilidade e prosperidade na região”, afirma o comunicado.

O movimento condiz com a nova estratégia de política externa dos EUA, publicada no início do mês. No documento, o governo de Donald Trump evidencia um maior foco militar na América Latina como parte de um “reajuste da presença militar global para enfrentar ameaças urgentes em nosso Hemisfério”.

A estratégia recupera elementos da Doutrina Monroe, que define a América Latina como uma área de influência e de interesse estratégico dos EUA. Mais de uma vez, integrantes do governo Trump se referiram ao continente como “nosso quintal”.

Chamado de Estratégia de Segurança Nacional, o documento norteia as políticas externas que serão tomadas por um governo para buscar a supremacia de seus interesses sobre os dos demais países. Publicada periodicamente por diversos países do mundo, esta é a primeira do segundo mandato de Donald Trump.

Segundo a estratégia, o governo Trump acredita que a influência de alguns países sobre a América Latina “será difícil de reverter”, porém os EUA vão apostar no aspecto que, muitas vezes, essa relação se dá mais pelo fator comercial que pelo alinhamento ideológico.

O documento delineia três elementos principais no realinhamento militar na região:

* Uma presença mais adequada da Guarda Costeira e da Marinha para controlar as rotas marítimas, conter a migração ilegal e outras formas indesejadas de migração, reduzir o tráfico de pessoas e de drogas e controlar rotas de trânsito essenciais em situações de crise;
* Empregos direcionados para proteger a fronteira e derrotar cartéis, incluindo, quando necessário, o uso de força letal para substituir a estratégia fracassada baseada apenas na aplicação da lei nas últimas décadas;
* Estabelecer ou ampliar o acesso em locais de importância estratégica.

A nova estratégia de segurança nacional do segundo governo Trump busca uma correção de conduta em relação às gestões anteriores que, segundo o documento, procuraram a dominação global, sobrecarregaram o país e permitiram que aliados terceirizassem seus custos de defesa para os EUA.

 

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2 Comentários
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Paulo R. Bianchi
16 de dezembro de 2025 00:45

Paraguai abrindo as pernas para os saqueadores americanos.

Fernando Krause
16 de dezembro de 2025 10:19

Melhor ser protegido pela democracia dos EUA do que ser saqueado pelo comunismo da China…

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