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Artes Visuais Gráfica Rotermund completa 140 anos

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(Foto: Eduardo Deferrari/Divulgação)

No próximo dia 20 de setembro, a gráfica Rotermund, de São Leopoldo, completa 140 anos. Em plena atividade, a empresa, fundada em 1877, é um dos ícones para a memória cultural do Estado, uma vez que está relacionada à imigração alemã, iniciada em 1824. Atualmente, é considerada a segunda gráfica privada mais antiga do País em funcionamento, colocando no mercado soluções nos segmentos papelaria, editorial e personalizados. “A empresa passou por diversos momentos tanto nacionais como internacionais. Começou no Império, sobreviveu a revoluções, às duas guerras mundiais, golpes no sistema financeiro, dentre outros”, recorda a diretora Eunice Rotermund. Ela destaca a alegria em perceber que a marca é lembrada pela qualidade e por fazer parte da história de muitas pessoas.

Os cerca de 100 funcionários diretos e indiretos, abrigados na fábrica de 2,5 mil metros quadrados da Avenida Mauá, produzem milhares de unidades de cadernos de anotações, calendários de parede e de mesa, risque-rabisques, bloco de notas, dentre outros, que são comercializados em todo o Brasil. O destaque são as agendas, o artigo mais conhecido. A Rotermund tornou-se pioneira no País no segmento de agendas quando, em 1923, passou a produzir o Lehrer Kalendar (Agenda do Professor).

A empresa foi fundada pelos imigrantes Wilhelm e Marie Rotermund, que chegaram ao Brasil em 1874. A história da Rotermund confunde-se com a trajetória do Estado e grande parte dela foi compartilhada por meio da impressão do Deusche Post, que durante quase 50 anos (1890 a 1928) publicou em língua alemã os acontecimentos da região para os imigrantes que não dominavam o idioma português. Em 1942, com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, a gráfica ficou proibida de imprimir livros didáticos ou jornais em alemão.

Durante muitos anos, a Rotermund foi a maior editora do Brasil de material didático e de escritório, livros de bolso, almanaques e outros. Em 2014, foi publicada a biografia do fundador da empresa, escrita pelo historiador Martin Dreher em comemoração à chegada dele ao Brasil.

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