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Economia Grandes distribuidoras de combustíveis não vão aderir ao programa de subvenção do diesel enquanto o governo não explicar os detalhes da operação

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(Foto: Reprodução)

Grandes distribuidoras de combustíveis – Vibra, Raízen e Ipiranga – não vão aderir ao programa de subvenção do diesel enquanto o governo não explicar os detalhes da operação, assim como só vão acompanhar a proposta de parcelamento do aumento do querosene de aviação (QAV), feita na quarta-feira pela Petrobras, depois que as informações forem esclarecidas.

No caso da subvenção do diesel, é possível que haja adesão em abril, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Para o setor, falta ainda saber quando e como seria paga a subvenção, como elas poderão provar que repassaram o desconto e se o preço da subvenção vai se encaixar no preço da importação. Ou seja, querem transparência e segurança jurídica para seguir a proposta do governo, que, com isso, pretende evitar impactos maiores na inflação trazida pela alta dos combustíveis.

Para atender ao mercado em março, as empresas elevaram as importações, informaram pessoas que integram o setor. Segundo uma pessoa do segmento, o que as empresas têm hoje são R$ 0,32 de desconto, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fez um preço de referência por polo de importação. Para quem se dispuser a vender o combustível R$ 0,32 mais barato, o governo se dispõe a devolver esses R$ 0,32.

Um dos pontos que mais preocupam, disseram operadores do setor, é a cobrança do repasse para o consumidor, em um momento em que os preços dos produtos importados estão “nas alturas”. Para atender o mercado em março, as empresas tiveram de elevar as importações.

A ANP foi colocada como “xerife” do mercado, atrás de distribuidoras e postos de abastecimento com preços abusivos. Uma pessoa do segmento que pediu anonimato disse que as empresas precisam de regras mais claras para definir como é que se mostra que este desconto foi repassado, para não dizerem que foi um aumento abusivo.

Na avaliação do setor, o anúncio do programa do diesel foi muito corrido. Mas aguarda que, com o tempo, a ANP trabalhe melhor nesses pontos e, neste mês, as medidas fiquem mais claras e permitam a adesão.

De acordo com um outro operador do setor de combustíveis, a Petrobras diminuiu as cotas de diesel nos polos de importação e não está importando o volume habitual, desorganizando, assim, o mercado de maneira geral. Por outro lado, as empresas privadas estão elevando as importações e temem prejuízo por não conseguirem repassar os preços para o mercado interno.

Outro impasse para as distribuidoras foi o confuso aumento no preço do QAV, em um patamar mais elevado do que o normal, e que, em um primeiro momento, foi negado pela Petrobras, produtora e importadora do combustível.

Em um segundo momento, a estatal confirmou o aumento e, horas depois, anunciou um programa de adesão para o parcelamento da alta média de 54,63% do QAV. Um operador do setor questiona se vai ser um crédito, se a Petrobras vai emprestar dinheiro e cobrar juros.

Segundo a estatal, as medidas para mitigação dos efeitos do reajuste do QAV já estavam em estudo pela área técnica da companhia, com o objetivo de preservar a demanda pelo produto e assegurar o bom funcionamento do mercado. O termo de adesão, com esclarecimentos, será divulgado na segunda-feira, segundo informou a companhia.

De maneira geral, a adesão ou não ao “crediário” da Petrobras pelo segmento vai depender mais do setor aéreo, que vai definir se vai conseguir repassar o aumento para os passageiros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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