Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Geral Grávida de 33 semanas, médica continua trabalhando em hospital de Chicago e diz: “Escolho não abandonar meus pacientes”

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A médica Taylor Poynter, na foto que viralizou nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Instagram)

Quando a pandemia do novo coronavírus instalou-se com força nos Estados Unidos, a médica Taylor Poynter, de 31 anos, estava entrando em seu terceiro e último trimestre de gravidez. Diante do desafio e da possibilidade dada por seus chefes de permanecer em casa, ela não duvidou em decidir que seu lugar neste momento é no front. Sem modificar em nada seu regime trabalhista, Taylor continua atuando num hospital da cidade de Chicago, onde atende pacientes com Covid-19. Seu maior medo? Ser contagiada pouco antes do parto e obrigada a permanecer até duas semanas sem ver seu primeiro filho, um menino.

Hoje, na 33ª semana de gestação, a médica americana foi surpreendida pela viralização de uma foto que publicou em sua conta na rede social Instagram. Taylor recebeu mensagens de pessoas desconhecidas de vários países, alguns bem distantes. Na maioria dos casos, foram de pessoas que a parabenizaram por sua coragem e dedicação. Outros, tentaram convencê-la de que deveria se afastar do trabalho.

“Trabalho na emergência do hospital, a exposição a pacientes com a Covid-19 é inevitável, mesmo tendo sida afastada de alguns procedimentos. Eu poderia ficar em casa, mas escolho não abandonar meus pacientes”, assegurou Taylor, que conta com o total respaldo de seu marido e familiares mais próximos.

Ela trabalha normalmente e pretende continuar no front dos médicos que combatem o coronavírus até parir. Chicago não é epicentro da doença, como Nova York, mas o número de casos também é grande. Taylor é médica de um hospital que fica no subúrbio da cidade, cujo nome pediu para não ser revelado.

“Se não estivesse grávida, teria sido a primeira a me oferecer para ir a lugares onde a pandemia está gerando um colapso, como Nova York. Mas estou muito cansada, mais pela gravidez do que pelo trabalho”, disse a médica americana, que ficou incomodada com os comentários negativos sobre sua decisão.

Taylor diz sentir-se segura e contar com todos os elementos necessários para proteger-se. Claro que o risco de contágio existe e, nesse caso, seu temor é ser afastada do bebê depois do nascimento.

“Estamos bem resguardados, temos todos os elementos necessários. Mas, como futura mãe, é claro que estou ansiosa e o que temo é pegar a Covid-19 e não poder sequer ver meu filho por vários dias”, desabafou Taylor.

Outra colega do hospital está no segundo trimestre de sua gravidez, também atendendo pacientes com coronavírus. Como gestantes, comentou a médica, “é difícil não pensar no pior cenário”. Todos os dias, os médicos checam sua temperatura e até agora Taylor não teve sintomas da Covid-19.

Como lembrança de um momento histórico, postou recentemente uma foto vestida com toda a parafernália de proteção hospital e sua enorme barriga no Instagram. A imagem levou um site sobre bebês a contar o que Taylor relatava no post e a partir dali sua história viralizou.

“Eu tinha pouco mais de 400 seguidores, é incrível o que aconteceu com essa foto. Tem sido maravilhoso sentir a união das pessoas, a maioria entendeu e apoiou minha decisão”, afirmou a médica.

Seu objetivo com o post foi dar uma mensagem a outras grávidas e defender o direito de todas a optar sobre o que fazer numa pandemia. Algumas, lembrou Taylor, não podem porque precisam trabalhar. Outras, ampliou, “podemos e devemos ser respeitadas se nosso desejo é continuar trabalhando”.

“Eu diria para todos que fiquem em casa o máximo que puderem, limitem seus contatos sociais, usem a máscara, mas não vivam com medo. Acredito em Deus e sei que algo bom sairá de tudo isso. Sejam felizes, o mundo que vem por aí será diferente, mas será bom”, concluiu a médica americana. As informações são do jornal O Globo.

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