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Colunistas Gripe Influenza e H1N1, a vacinação é o melhor remédio!

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Neste ano de 2026, a campanha de vacinação será realizada entre os dias 28 de março a 30 de maio. (Foto: Jürgen Mayrhofer/Secom)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Quando os europeus (portugueses) desembarcaram no continente americano, mais precisamente no território que hoje é o Brasil, em 22 de abril de 1500, trouxeram consigo uma arma mortal, que iria combater e quase exterminar os nativos da nova terra, mas essa terrível arma não era uma bomba nuclear, nem mísseis intercontinentais, tampouco eram porta-aviões e submarinos.

No século XVI, havia em torno de 3 a 5 milhões de nativos na região que conhecemos hoje como “Brasil”, naturalmente acreditamos que os portugueses que colonizaram nosso país, tiveram muitas dificuldades em lutas e guerras contra os nativos, para conquistar o território, mas não foi bem assim, porque a arma letal que eles trouxeram, estava armazenada em seus corpos fétidos e mal cuidados no que tange a higiene pessoal, condição típica dos europeus daquela época.

Essa arma era o vírus da gripe, em suas mais variadas cepas, essa mesma gripe que assola a nossa sociedade nos dias atuais, como Influenza e H1N1, com suas cepas e mutações é claro.

A gripe encarregou-se de levar à morte milhões de nativos no Brasil e em toda a América, em um curto período de tempo, a partir disso a conquista do território ficou mais fácil.

Em um dia desses de trabalho, eu estava manuseando um determinado livro de história do Brasil, para preparar uma aula e me deparei com anotações de um diário, de um padre jesuíta, onde ele narra as mortes de famílias inteiras em uma aldeia indígena, por conta da gripe, os relatos são terríveis, é de chorar!

Os nativos “brasileiros” possuíam baixíssima imunidade, não conheciam doenças até a chegada dos europeus, começava aí a desgraça dos povos da América, que além de terem de lutar de arco e flecha para defender sua terra, contra armas de fogo e exércitos bem treinados, também precisavam enfrentar um inimigo invisível e poderoso que eles não conheciam e não entendiam, o vírus da gripe.

Entre os anos de 1548 e 1555, um alemão chamado Hans Staden, foi capturado por indígenas Tupinambás e também presenciou a morte de inúmeros indígenas e suas famílias por causa da gripe, Hans deixou os relatos escritos em seus diários, essas informações estão nos livros de hoje.

Atualmente a nossa sociedade brasileira também sofre com a gripe, entre elas a Influenza e H1N1, principalmente os Estados do sul do Brasil, que enfrentam o inverno, onde a incidência é bem maior, em 2025 morreram no Rio Grande do Sul, em torno de 600 pessoas, o número de contaminados e hospitalizados transita nos milhares.

Também no ano de 2025, foram registradas mais de 13.000 mortes por gripe em todo o Brasil, a Influenza foi responsável por 75% desses números, que só não foram maiores devido à campanha de vacinação realizada pelos governos, por isso a vacinação é tão importante!

Neste ano de 2026, a campanha de vacinação será realizada entre os dias 28 de março a 30 de maio, inicialmente e principalmente para grupos prioritários.

Vamos refletir?

Será que o fato dessa doença ter passado por séculos e ainda fazer tantas vítimas nos dias atuais, tem algo a ver com uma possível vingança ancestral, dos verdadeiros donos dessa terra contra aqueles que a roubaram deles? Fica a reflexão!

Se isso for verdade, poderíamos devolver o país a eles, mas acredito que do jeito que está, com gripe ou sem gripe, eles não aceitariam!

A vacinação é a arma mais eficaz que temos contra a Gripe!

Só assim teremos um inverno tranquilo!

* Prof. Luís Eduardo Souza Fraga – historiador e escritor (Contato: fragaluiseduardo@gmail.com)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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