Sexta-feira, 06 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Grupo levou mais de 150 mulheres brasileiras em 7 anos para se prostituir na Europa

Compartilhe esta notícia:

Perfil de casa noturna em rede social mostra uma das mulheres. (Foto: Reprodução)

O grupo criminoso acusado de fazer parte da rede de uma rede internacional de tráfico de seres humanos e favorecimento à prostituição desmontado pela PF (Polícia Federal) na última semana agia desde 2010 e levou para a Europa mais de 150 mulheres nesse período, segundo as investigação.

A operação prendeu 15 pessoas em Fortaleza, Itália e Eslovênia na quarta-feira (15). Os mandados de prisão foram expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal no Ceará. Na Operação Marguerita, a PF teve a parceria das polícias da Itália, da Eslovênia e também da Interpol.

Se condenados, os envolvidos com a quadrilha podem pegar 25 anos pelos crimes de tráfico internacional de pessoas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Prisões

A ação começou ainda de madrugada. Em um condomínio da Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, a Polícia Federal prendeu os eslovenos Vito Camerník e Tíne Mótoh, suspeitos de fazer parte da rede que explorava brasileiras na Itália e na Eslovênia. Três italianos – Marco Paolo Villa, Flávio Frúgis e Pasquale Ferrante – também foram presos.

Brasileiros que trabalhavam para a quadrilha também foram presos na Itália e na Eslovênia. Com a ajuda da Interpol e dos adidos da Polícia Federal na Embaixada em Roma, a polícia italiana prendeu três brasileiras acusadas de fazer parte da quadrilha: Carla Sueli Silva Freitas, Dayana Paula Ribeiro da Silva – conhecida como Paloma, e Emanuella Andrade Bernardo. Carla, Dayana e Emanuella ainda não foram extraditadas ao Brasil.

Esquema milionário

A investigação descobriu ainda remessas de dinheiro movimentado pela quadrilha entre a Eslovênia, a Itália e o Brasil. Em um único dia, por exemplo, a quadrilha recebeu em uma conta bancária em Fortaleza R$ 1 milhão.

O esquema utilizava várias agências de turismo. Uma delas, do italiano Marco Paolo Villa, um dos presos na operação. Segundo a polícia, a agência financiava as passagens das brasileiras que, depois, tinham de reembolsar o valor – se prostituindo.

“Ela às vezes vai consciente de que vai ser explorada sexualmente, mas não de vai ter a liberdade cerceada. Porque quando chega no local de destino os documentos são apreendidos, e ela já chega com uma dívida enorme, de tudo que foi contraído aqui”, explica Alessandra Xavier Nunes, que integra o Ministério da Justiça. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Revistar o celular, exigir senhas, entrar nas redes sociais? O que podem fazer os agentes de imigração dos EUA
Felipe Camozzato é confirmado na 30ª edição do Fórum da Liberdade
Pode te interessar