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Saúde Grupo no Facebook reúne mais de 119 mil mulheres e muda histórias de vida

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Grupo de “Alices” cresce a cada dia. (Crédito: Reprodução)

A ideia de criar um clube secreto no Facebook para trocar experiências de descontos em estabelecimentos comerciais foi muito além do que a produtora de espetáculos Monica Balestieri Berlitz pudesse imaginar. “Eu comecei convidando algumas amigas que tinham interesses diferentes para que a gente tivesse um grupo bem diversificado.”

Entre uma indicação aqui e outra ali, em pouco mais de um ano, o grupo atingiu mais de 119 mil integrantes. Muitas são empreendedoras e utilizam o grupo para divulgar seus serviços e trabalhos.

Inspirada pela personagem principal da obra “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, Monica batizou o grupo de Clube da Alice. “A Alice sempre foi uma personagem que eu gostei muito. Se a gente parar para pensar, a personagem já completou 150 anos, mas até hoje ela representa um pouco do dia a dia de cada mulher, principalmente pela questão de serem questionadoras e tal”, explica a fundadora.

A ideia é fazer com que todas as integrantes convivam em harmonia e troquem ideias sobre questões do dia a dia, produtos e serviços, entre várias outras questões. É como se todas vivessem mesmo em uma espécie de “mundo das maravilhas”, onde a confiança é uma das questões mais preciosas. E para se aprofundar ainda mais nesse mundo da fantasia, todas as integrantes do grupo se chamam “Alices”. Para as mais fanáticas, o clube ainda oferece uma carteirinha de identificação.

“Alices” que se deram bem.

A dona de casa Danielle Cristine Hildebrand Vieira, 36 anos, mudou de vida depois de entrar no clube. Ela se tornou confeiteira de um dia para o outro ao tentar uma receita diferente – de bolo pizza. Depois de ter o doce aprovado em casa, Danielle se encorajou e postou no Clube da Alice. “Eu fiquei muito assustada e feliz ao mesmo tempo. Em menos de uma hora eu recebi mais de 300 curtidas e o pessoal começou a pedir enlouquecidamente”, conta.

Depois disso, o negócio cresceu e a ocupação mudou de dona de casa para confeiteira. Atualmente, são cerca de 250 entregas por mês. “Eu posso dizer que o Clube da Alice é responsável por 95% das minhas encomendas. Mudei de vida e estou feliz”, comemora.

Outra “Alice” que também se deu muito bem ao entrar no grupo é a publicitária Mariana Saab Zoller, 26. Ela decidiu deixar a profissão de lado para investir em decoração de eventos. Depois de divulgar o trabalho no clube, seu serviço aumentou em 70%. Em média, ela faz cerca de dez orçamentos de festas diariamente. Desses, pelo menos oito são de integrantes do grupo.

Sobre as regras e como entrar no clube.

Monica diz ainda que uma das regras do clube que não pode ser infringida de jeito nenhum é a de que apenas mulheres podem participar. Ela brinca e diz que já aconteceu de alguns homens se infiltrarem no grupo, mas que acabaram sendo denunciados pela maioria feminina.

Assuntos que envolvem o mundo feminino também viram polêmica no grupo. Segundo Monica, os posts são monitorados diariamente e só não fogem do controle porque as “Alices” também são criteriosas.

“As meninas são ótimas. Elas investigam um monte e nos ajudam muito a administrar o grupo”, ressalta Monica. Atualmente, além dela, outras três amigas passam horas e horas para administrar os posts e o grupo em geral. Entre as outras questões que também não são admitidas no grupo estão preconceito, desapegos e desrespeito.

Para entrar no clube, as integrantes devem ser indicadas por quem já faz parte do grupo ou preencher um cadastro no site (clubedaalice.com.br). Ambas as solicitações dependem da aprovação das administradoras. (AG)

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