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Economia Guerra no Irã: diferença de preço do diesel no Brasil atinge recorde

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A diferença de preços em relação ao mercado internacional foi de 64%.

Foto: Reprodução
A diferença de preços em relação ao mercado internacional foi de 64%. (Foto: Reprodução)

A alta contínua do preço do petróleo tipo Brent, devido ao conflito no Oriente Médio, elevou a defasagem média do combustível no Brasil para um novo recorde de 58%. Se levadas em conta apenas as refinarias da Petrobras, empresa dominante do mercado de refino, a diferença de preços em relação ao mercado internacional foi de 64%.

O petróleo Brent fechou na quinta-feira (5), acima de US$ 87 o barril e operava em forte alta nesta manhã, perto dos US$ 89 o barril. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), para se equiparar aos preços externos, a Petrobras deveria elevar o diesel em R$ 2,07 o litro.

A pressão sobre a estatal deve crescer nos próximos dias, já que as refinarias privadas fizeram ligeiros reajustes para minimizar a alta do produto. A Petrobras não altera o preço do diesel há 305 dias. Enquanto isso, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, elevou o diesel em R$ 0,28 o litro na quarta-feira, 4, e a Refinaria de Manaus (Ream), na Amazônia, subiu o combustível em R$ 0,57 por litro.

A gasolina também tem batido sucessivos recordes de defasagem no Brasil, com diferença de 25%, na média, e de 27% no caso da Petrobras. Para atingir o preço internacional, o reajuste da estatal deveria ser de um aumento de R$ 0,69 por litro nas refinarias.

Questionada se haveria algum reajuste para equilibrar os preços, a Petrobras explicou que tem como premissa não repassar a volatilidade do mercado externo para o consumidor brasileiro, e que monitora diariamente os fundamentos do mercado internacional e seus possíveis desdobramentos para o mercado brasileiro.

A alta ocorre mesmo depois de o presidente Donald Trump ter sinalizado uma “ação iminente” para reduzir a pressão sobre os preços e de o Departamento do Tesouro ter aliviado as restrições à capacidade da Índia de comprar petróleo russo.

Sem sinais de trégua nas hostilidades, o Goldman Sachs alertou para o risco de o preço do petróleo ultrapassar os US$ 100 por barril caso a interrupção se prolongue; os contratos futuros de diesel na Europa caminhavam para uma alta semanal de cerca de 50%; e os bancos centrais manifestaram preocupação com uma possível retomada da inflação. O ministro da Energia do Catar advertiu que o petróleo poderia chegar a US$ 150.

O tráfego comercial pelo Canal de Ormuz foi praticamente interrompido, segundo o Centro Conjunto de Informação Marítima (Joint Maritime Information Center), um grupo multinacional de assessoria naval. O colapso decorre de “ameaças à segurança, restrições de seguros, incerteza operacional e interrupções efetivas”, afirmou o centro.

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Vanderlei Ochoa
6 de março de 2026 18:49

A direita golpista deveria reclamar com o ídolo Pato Donald João Trump.

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