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Economia Guerra no Irã: petróleo dispara mais de 4% e vai a 105 dólares, com espera por negociação

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Barril Brent tem alta de 2,7% com indefinição sobre acordo de paz. (Foto: Divulgação)

O preço do petróleo voltou a subir nessa terça-feira (28) com a indefinição nas negociações para o término da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O barril Brent, referência internacional, teve alta de 2,72%, sendo cotado a US$ 104,48 nos contratos de julho. O contrato com vencimento mais curto, para junho, fechou cotado a US$ 111,22.

Além das incertezas sobre o estreito de Hormuz, as negociações também foram marcadas pelo o anúncio dos Emirados Árabes Unidos de que deixará a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) a partir de sexta-feira (1º).

A disparada reflete a preocupação dos investidores com a falta de acordo entre EUA e Irã. O banco Goldman Sachs afirmou que o preço pode chegar a US$ 120 se o conflito permanecer.

Na segunda-feira (27), a Casa Branca divulgou que está analisando a proposta iraniana para reabrir o estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Enquanto isso, os dois países estão bloqueando o tráfego na região e afetando o fornecimento do produto.

A situação levou a Aramco, uma das maiores do setor no mundo, a informar os seus compradores que não entregará o GLP (gás liquefeito de petróleo) que estava previsto para o mês de maio, segundo apuração da agência de notícias Bloomberg. A empresa interrompeu o envio do gás de cozinha em 28 de fevereiro, quando teve as instalações em Juaymah atacadas por mísseis iranianos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu com seus principais conselheiros de segurança para discutir a nova proposta iraniana, que contemplaria a flexibilização por parte do Irã de seu controle sobre Hormuz e fim do bloqueio de retaliação dos Estados Unidos aos portos iranianos, sem interromper as negociações mais amplas, incluindo a delicada questão do programa nuclear iraniano.

O regime iraniano afirmou que não aceitará as “exigências excessivas” dos norte-americanos. “Os Estados Unidos já não estão em condições de ditar sua política às nações independentes”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, Reza Talaei Nik, de acordo com a emissora de televisão estatal. Ele acrescentou que Washington terá que “aceitar que deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”.

O Parlamento iraniano prepara uma lei que pretende colocar o estreito de Hormuz sob a autoridade das Forças Armadas. Segundo o texto, os navios israelenses serão proibidos de passar pela via estratégica e os pedágios deverão ser pagos na moeda iraniana.

Apesar do bloqueio em Hormuz, um navio carregado com 132,89 mil metros cúbicos de GNL (gás natural liquefeito) atravessou o estreito em abril, o que não acontecia desde o início da guerra, segundo dados da empresa de rastreamento marítimo Kpler.

O metaneiro Mubaraz, controlado pela Adnoc, a empresa petrolífera nacional dos Emirados Árabes Unidos, pode ter atravessado o estreito “no fim de semana de 18-19 de abril, quando vários navios, entre eles sete metaneiros, tentaram passar, embora a data ainda não esteja confirmada”, afirmou Charles Costerousse, analista da Kpler. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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