Quarta-feira, 29 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 29 de abril de 2026
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo.
Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoO Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29). O ex-advogado-geral da União (AGU) passou pelo crivo do Congresso depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação feita pelo Planalto. Para a aprovação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores. O governo calculava ter o apoio de 45 senadores, enquanto integrantes da oposição afirmavam ter ao menos 30 votos contrários. A votação é secreta, o que implicou incerteza nas estimativas.
A votação no plenário da Casa Alta foi realizada depois de oito horas de sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No colegiado, o placar foi de 16 votos a 11. Desde a sua indicação, em novembro do ano passado, a escolha por Messias tensionou a relação entre o Congresso e o governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.
Por receio da rejeição, a indicação foi formalizada somente em abril, depois de o Planalto segurar o envio em busca de ganhar tempo para vencer resistências. Messias se dedicou a busca por apoio, mas Alcolumbre só o recebeu dias antes da sabatina.
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo. Em 132 anos, a Casa rejeitou cinco indicações ao STF, que já teve 172 ministros. As rejeições aconteceram durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894).
Messias foi o terceiro indicado de Lula neste mandato. Antes dele, o Planalto enviou ao Senado os nomes de Cristiano Zanin e Flávio Dino, que foram aprovados. Com a rejeição, cabe ao chefe do Executivo fazer uma nova escolha.
Em sua sabatina, Messias apostou em fazer acenos e reforçou seu perfil evangélico. O ministro chefe da AGU declarou ser “totalmente” contra o aborto, enalteceu a Constituição como seu “primeiro código de ética” e defendeu a separação de poderes.
Apesar de fazer elogios ao Supremo, o indicado também defendeu o “aperfeiçoamento” da Corte e elogiou a proposta de emenda à Constituição que limita decisões monocráticas. Em tom crítico, afirmou que processos devem ter “começo, meio e fim” ao falar sobre o inquérito das fakes news, em andamento desde 2019.
“A percepção pública de que Cortes Supremas resistem à autocrítica e ao aperfeiçoamento constitucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, afirmou. (Com informações dos portais CNN Brasil e g1)
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KKKKKK, E POVO ACHANDO QUE O SENADO DEU UMA RESPOSTA AO LULA, OS SENADORES QUEREM O RODRIGO PACHECO QUE É POLÍTICO E NA HORA DE JULGAR UM DELES, PENSA IGUAL UM POLÍTICO, E COM CERTEZA VAI SER BRANDO
Política é isso, só jogo de interesses, o governo do molusco se articula e a oposição também. No final é só em função de seus objetivos, e a população sempre em segundo plano ou nem plano tem kkk
Parece que flopou de vez a escolha do lulopetismo…
A próxima, e mais humilhante derrota, será nas próximas eleições!
Só aguardar…
Doze bilhões em emendas não foram suficientes?
Em ano de eleições os lobos vestem as peles de cordeiros, aí fica mais difícil para o corrupto mor.
Tranquilo e sereno. Vão indicar o Pacheco. Chega de pastores no poder. Já basta os que o jair MESSIAS escolheu. Querem transformar o SRF num púlpito de ” religiosos”??
E o Bessias se deu mal
Se olhar minhas postagens anteriores, eu sempre falei que esse Bessias não seria ministro do STF.