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Economia Guerra pode derrubar em até 27% número de turistas internacionais no Oriente Médio

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O impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia mundial vai depender de quanto tempo o conflito durar. (Foto: Reprodução)

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã pode provocar uma queda de 11% a 27% no número de visitantes internacionais ao Oriente Médio em 2026, segundo estimativa divulgada nessa terça-feira (3) pela consultoria Tourism Economics. Em dezembro, a projeção da empresa era de alta de 13% no fluxo de turistas na região neste ano.

Agora, a nova avaliação indica que o Oriente Médio pode receber entre 23 milhões e 38 milhões de visitantes estrangeiros a menos do que o esperado.

A redução representaria uma perda entre US$ 34 bilhões e US$ 56 bilhões em gastos de turistas em 2026, de acordo com a consultoria.

Economia

O impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia mundial vai depender de quanto tempo o conflito durar e do tamanho dos danos à infraestrutura e às indústrias da região, especialmente se a alta nos preços da energia for passageira ou mais prolongada.

A avaliação é do vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dan Katz.

Segundo ele, se a incerteza persistir e os preços da energia continuarem elevados por mais tempo, os bancos centrais devem agir com cautela e avaliar os desdobramentos antes de tomar decisões.

Katz afirmou que o conflito pode afetar a inflação, o crescimento e outros indicadores, mas que ainda é cedo para medir o tamanho desse impacto.

Antes da escalada recente, o FMI projetava crescimento global de 3,3% em 2026, apoiado, entre outros fatores, pelos investimentos em inteligência artificial e pela expectativa de ganhos de produtividade.

Agora, a instituição monitora possíveis efeitos sobre o comércio, a atividade econômica, os preços da energia e a volatilidade dos mercados financeiros.

O FMI também avalia os impactos diretos na região, como danos à infraestrutura e interrupções em setores importantes, como turismo, transporte aéreo e, principalmente, energia.

Nessa terça-feira, o petróleo voltou a subir, após o Irã ameaçar atacar navios no Estreito de Ormuz. O barril do Brent chegou a US$ 83, cerca de 15% acima do nível da sexta-feira.

Katz afirmou que, se a alta da energia for temporária, os bancos centrais tendem a não reagir de imediato, já que costumam dar mais peso à inflação que exclui itens mais voláteis.

No entanto, se o choque for duradouro e começar a afetar as expectativas de inflação, pode haver resposta na política de juros.

Ele lembrou que, após a pandemia, o avanço da inflação em 2022 foi influenciado pelo aumento dos preços de energia ligado à guerra na Ucrânia, o que acabou pressionando outros preços na economia. Com informações são da agência de notícias Reuters.

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