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Brasil Gustavo Bebianno, ex-presidente do partido de Bolsonaro, será o próximo ministro da Secretaria-Geral da Presidência

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Suspeitas atingiram o ministro Gustavo Bebianno, que presidiu o PSL durante a disputa e chefia a Secretaria-Geral da Presidência desde janeiro. (Foto: Agência Brasil)

O advogado Gustavo Bebianno será o ministro Secretaria-Geral da Presidência do governo de Jair Bolsonaro. Ele foi anunciado nessa quarta-feira, durante reunião da equipe de transição de governo, em Brasília. A informação foi confirmada à imprensa pelo próprio escolhido.

Um dos conselheiros do presidente eleito e uma das figuras mais próximas a ele durante a campanha eleitoral deste ano, Bebianno é advogado e tem 54 anos. Faixa-preta de jiu-jítsu, ele foi apresentado ao deputado federal (de quem era admirador) em 2017 e se ofereceu para atuar em processos judiciais dele. De graça.

Em pouco tempo, conquistou a confiança do parlamentar a ponto de assumir a presidência do PSL (o partido de Bolsonaro) e de acompanhar de perto a recuperação do candidato após o atentado a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

Bebianno deixou o comando da legenda no dia 29 de outubro, após a vitória de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial contra Fernando Haddad (PT). A saída ocorreu porque o presidente licenciado da sigla, Luciano Bivar, estava reassumindo o posto – ele estava licenciado do cargo desde fevereiro deste ano, quando abriu mão do posto para que Bolsonaro articulasse a candidatura ao Palácio do Planalto.

“Modernização” e “desburocratização”

Após ter o nome confirmado na equipe ministerial, Bebianno concedeu entrevista no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). O futuro ministro afirmou que a “principal tarefa” da Secretaria-Geral será a “modernização” e a “desburocratização” do Estado.

Ele disse, ainda, que ficará sob os cuidados de sua pasta o PPI (Programa de Parcerias de Investimento), criado durante o governo de Michel Temer para tocar a agenda de privatizações e concessões. Também na alçada na Secretaria-Geral seguirão a Secretaria de Comunicação da Presidência e a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) – esta última, segundo Bebianno, tem o seu futuro sob análise da equipe de Bolsonaro.

O futuro ministro também declarou que a equipe de Bolsonaro busca um nome para responder pela comunicação do governo. Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente eleito, será consultado sobre o tema.

“O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, é uma pessoa que sempre esteve à frente dessa comunicação, desenvolveu trabalho brilhante, que talvez sem ele a campanha não tivesse desenvolvido tão bem… Isso será discutido ainda com ele, com o presidente, e esse nome será encontrado”, disse Bebianno.

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