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Notícias Marina Silva deve lançar neste sábado a sua pré-candidatura à Presidência da República para a eleição do ano que vem

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Dirigente do partido Rede quer concorrer ao Palácio do Planalto pela terceira vez. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A ex-senadora Marina Silva (AC) será lançada neste sábado pelo partido Rede Sustentabilidade como pré-candidata à Presidência da República. O ato ocorrerá durante uma reunião da legenda em um hotel de Brasília, em meio às negociações de parlamentares dispostos a deixar sigla, que pode perder metade de sua atual bancada na Câmara dos Deputados.

Os dirigentes estaduais vão apresentar uma pedido para que possam usar o nome de Marina como pré-candidata ao Palácio do Planalto, iniciativa que deve ser aceita. “Ela não pode chegar à convenção como candidata de si mesma”, argumentou o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) em entrevista à imprensa.

Caso se confirme a participação de Marina na corrida presidencial do ano que vem, esta será a terceira vez em que a ex-senadora disputa o cargo – ela concorreu em 2010 pelo PV e em 2014 pelo PSB (com a morte do titular Eduardo Campos em um acidente aéreo, ela passou a encabeçar a chapa). E se vencer o pleito, será a segunda mulher a chegar ao cargo. A primeira foi Dilma Rousseff, de 2011 a 2016.

Manifesto

No dia 22 de novembro, a ex-senadora e atual dirigente da Rede Sustentabilidade teve um artigo publicado pela Folha de S.Paulo, com um desabafo sobre como ela vem “enfrentando ao longo de sua vida pública o preconceito de gênero”. Ela também descreveu o sentimento de ser questionada sobre seu suposto “sumiço” político: “Há uma ação deliberada de me silenciar e ocultar, certamente porque grande parte das causas que defendo incomodam a alguns segmentos muito zelosos de seu suposto poder de controle e intimidação”.

Na versão de Marina Silva, desde a campanha eleitoral de 2014 ela tem enfrentado “um volume gigantesco” de ataques que classificou como caluniosos, ela tem recebido críticas de que anda calada ou omissa no debate dos problemas nacionais.

“Todos os dias participo do debate público com os meios que disponho, principalmente minhas páginas na internet e nas redes sociais. É possível e legítimo que algumas pessoas desconheçam o que faço como professora, ativista socioambiental e dirigente de um recém-criado partido político, a Rede Sustentabilidade. Mas me parece que não é disso que se trata”, frisou.

A ex-senadora abordou, ainda, o tema da participação das mulheres na política e disse que a forma singular das mulheres perceberem o mundo pode ajudar a conter e diminuir casos de abuso, violência, assédio e desrespeito: “Mas mesmo ocupando funções públicas não estamos imunes a isso. Quando fui eleita senadora pela primeira vez, em 1994, houve uma tentativa de folclorização debochada do meu mandato como ex-seringueira recém-chegada em Brasília, por parte dos eternos incomodados com o que não é espelho”.

Segundo Marina, ela convive com o mal-estar da invisibilidade, ou da visibilidade ridicularizada, há muito tempo. “Sei, por experiência própria, como a violência contra as mulheres na política representa uma ameaça séria e crescente para a democracia.” Fechando o seu artigo, a dirigente do Rede indicou que as mulheres precisam recuperar o espaço do debate democrático: “Nós mulheres temos um papel importante a cumprir nessa direção”.

Em uma pesquisa divulgada pelo instituto Ibope no mês passado sobre os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018, Marina Silva aparece na terceira colocação, com 8%, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 35%, e do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 13%.

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