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Brasil Hacker diz ter acessado o Telegram de Dilma e Lula

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Dilma pontuou que manter essa memória "é crucial para assegurar que essa tragédia não se repita". (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Preso sob acusação de ter invadido celulares de centenas de autoridades, Walter Delgatti Neto –conhecido como “Vermelho” – disse em depoimento à PF (Polícia Federal) que acessou as contas de Telegram de autoridades como os ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula (PT); o ex-governador fluminense Luiz Fernando Pezão (MDB); o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP); e procuradores da República.

No depoimento, Delgatti diz que conseguiu o telefone da ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT) em 2018, pela lista de contatos de Dilma no aplicativo Telegram. O suspeito também afirma que Manuela deu a ele o contato do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept – que desde junho publica mensagens trocadas por autoridades.

Delgatti declarou também não ter guardado “nenhum conteúdo” das contas no Telegram de Dilma e Pezão, “tendo em vista que eram contas com poucas mensagens”. Em nota no Facebook, Manuela confirmou ter sido contatada por anônimo após aviso de que seu Telegram foi hackeado e afirmou ter dado o contato de Glenn Greewald. Ela disse, porém, desconhecer a identidade da pessoa.

À revista Veja, Greenwald disse nesta sexta-feira (26) que não iria comentar o depoimento de Delgatti, e que não daria informações que pudessem identificar eventuais intermediários para a recepção das mensagens sem autorização prévia.

Ponto inicial

Delgatti também relatou à PF como teria chegado aos telefones do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná. Para isso, passou por outros números de autoridades, entre eles o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP).

O ponto inicial, segundo o acusado, foi a conta do Telegram do promotor Marcel Zanin Bombardi, de Araraquara (SP), cidade onde Delgatti mora. Bombardi fazia parte de um grupo no Telegram chamado “Valoriza MPF”. Delgatti afirma então ter acessado a agenda de um procurador que participava deste grupo, e daí conseguiu acesso ao telefone de Kim.

A agenda do deputado levou ao contato do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, cuja agenda permitiu o acesso ao número de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República. O Telegram de Janot acabou sendo o elo para a obtenção dos números e consequente invasão das contas dos procuradores Deltan Dallagnol, Orlando Martello Júnior e Januário Paludo, todos integrantes da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba.

O celular de Deltan ainda permitiu o acesso, segundo Delgatti, ao Telegram de Moro. O acusado afirma, no entanto, que não obteve “nenhum conteúdo” da conta do ministro. O suposto hacker está preso temporariamente desde terça-feira (23). Ele foi detido na Operação Spoofing, que cumpriu mandados de prisão também contra Gustavo Henrique Elias Santos, Danilo Cristiano Marque e Suelen Priscila de Oliveira. A prisão temporária tem validade de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco.

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