Domingo, 18 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2018
O Banco de Montreal e o Banco Imperial Canadense do Comércio disseram nesta segunda-feira que hackers podem ter roubado dados de quase 90 mil clientes no que pode ser o primeiro ataque amplo contra instituições financeiras no país.
O Banco de Montreal, quarto maior banco do Canadá, informou que foi contatado pelos autores dos fraudes no domingo, que afirmaram estar de posse das informações pessoais e financeiras de um número limitado de clientes do banco.
Os hackers ameaçaram tornar os dados públicos, disse o porta-voz, acrescentando que o banco estava trabalhando com as autoridades e conduzindo uma investigação completa.
O Banco de Montreal disse acreditar que o ataque tenha surgido de fora do país e estar confiante de que as exposições que levaram ao roubo de dados de clientes foram fechadas.
O Banco Imperial Canadense do Comércio (CIBC, na sila em inglês), quinto maior do país, disse que hackers entraram em contato com o banco no domingo, alegando terem roubado eletronicamente informações pessoais e de contas de 40 mil clientes de sua marca de banco direto Simplii.
O CIBC disse que ainda não confirmou a violação cibernética, mas está levando a afirmação a sério. O banco disse que os clientes em sua divisão bancária principal não foram afetados.
Ambos os bancos disseram que estão contatando clientes e aconselhando-os a monitorar suas contas e relatar qualquer atividade suspeita. Outros bancos canadenses disseram que não foram afetados.
Google Maps
Uma vulnerabilidade do Google Maps permite que hackers usem a ferramenta para direcionar usuários a sites fraudulentos, que podem roubar dados pessoais ou instalar programas maliciosos. A falha foi divulgada pela empresa de segurança Sophos.
O erro está na ferramenta de encurtamento de URL do Google Maps. Os hackers conseguem alterar o link para que os usuários sejam redirecionados a qualquer outro site sem perceber. Os usuários não recebem um alerta de segurança do navegador porque a URL do Google funciona como um intermédio que libera o acesso.
Segundo a Sophos, a correção da falha deve ser realizada pelo Google, que pode restringir o redirecionamento. Ainda de acordo com a empresa, a gigante da tecnologia tem conhecimento do erro desde setembro de 2017, quando pesquisadores do site de segurança Open Bug Bounty notificaram a empresa sobre o problema.
Para a Sophos, a situação poderia ser resolvida se o redirecionamento funcionasse apenas para sites do próprio Google. Entretanto, ainda que corrigisse a vulnerabilidade, os links já criados (inclusive os de hackers) com o encurtador de URL continuariam a funcionar.
Procurado, o Google confirmou que foi alertado sobre a vulnerabilidade. “Desde então, emitimos uma correção para garantir que somente as URLs com parâmetros do Google Maps possam ser redirecionadas.”
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