Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2016
Fernanda Lima se prepara para estrear mais uma temporada, a nona, de seu programa “Amor e Sexo”, dia 23, agora nas noites de sábado, na TV Globo. Sobre a nova fase da atração, que voltou a pedidos do público, ela diz se sentir mais desafiada do que nunca. “Estamos em uma época em que o politicamente correto está gritando e a mulher não aceita mais ser tratada como submissa, entre outras coisas. É um período mais delicado.”
Oito anos de “Amor e Sexo”. O programa voltou a pedido do público. Como você vê, numa época em que as pessoas se enjoam tão facilmente das coisas, o programa fazer sucesso há tantos anos?
Fernanda Lima – E agora vem aí mais uma temporada, em uma época em que o politicamente correto está gritando, em que estamos aí com essas questões do Congresso. Os caras querendo barrar coisas absurdas, em uma época em que a mulher não aceita mais ser tratada como submissa. Numa época em que a gente não pode falar sobre o racismo, porque eu, sendo branca, não tenho esse direito. Então, é um período muito delicado. Mas a gente vai de novo abraçar todo mundo porque não segregamos as pessoas.
Você passa a impressão de estar bastante à vontade com o tema quando está no palco.
Fernanda – Lá no palco eu nem sinto, é como se eu estivesse indo para o parque de diversões brincar com os amigos. Mas a parte do conceito e da escrita é realmente muito delicado.
Seus filhos já assistiram ao seu programa?
Fernanda – Eles nunca tinham assistido durante esses sete anos, porque ele entrava no ar à meia-noite, e nessa hora eles já estão dormindo há horas. Por mim, nunca fiz questão de que eles vissem. A única coisa que eu levava para eles eram as coreografias, as danças, que eles gostavam de ver. Ano passado, fui gravar um programa com uma pauta de dança no início e eles queriam muito ver. E pediam: “Ah mãe, leva a gente no seu programa”. Eu disse “Ok, então vou levar”. Aí chegou o dia da gravação. Eu tinha pensado que eles iam ver o musical e iriam embora. Mas eles foram para a suíte, botaram o fone no ouvido, ficaram comigo no ponto dizendo: “Mãe, você tá linda”. E quiseram assistir ao programa todo. Então entraram em contato com o que a mamãe deles faz.
Aí vieram as perguntas…
Fernanda – Um bombardeio! Esse dia já ia chegar. Então, que fosse através de mim…
Você também é roteirista do programa, não?
Fernanda – É, sou roteirista e é muito delicado, porque a gente passa por assuntos muito perigosos e que precisam ser tratados.
Como surgiu o convite para apresentar o programa?
Fernanda – Foi o Ricardo Waddington que me propôs. Eu fazia novela na época e não estava satisfeita. Nunca tive esse tesão de ser atriz.
Quer dizer que você não pretende fazer mais novela?
Fernanda – Sinceramente, não sei, depende muito do projeto. Novela pra mim é algo um pouco assustador, porque são nove meses, o que representa, a meu ver, um compromisso muito intenso. Cinema é uma coisa diferente, que eu tenho vontade de fazer.
Você já apresentou o sorteio da Copa, eventos internacionais. Tem algo que você tem vontade de apresentar que ainda não apresentou?
Fernanda – A Olimpíada! (risos).
Não recebeu convite?
Fernanda – Não. Sou embaixadora da Paraolimpíada, o que me deixou bastante orgulhosa. Acho que, se o meu trabalho não fosse na TV, com certeza seria voltado para o esporte.
Você é muito engajada quando o assunto é esporte, até dá aulas de ioga para uma comunidade.
Fernanda – Olha, na verdade, até que não estou tão engajada assim. Quanto à história lá da Cidade de Deus, eu não tenho mais conseguido ir, mas pago minha professora de ioga para dar aula para eles.
A ioga é uma atividade mais que presente em sua vida…
Fernanda – Até hoje, pratico pelo menos uns 20 minutos toda manhã. (Sonia Racy/AE)
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