Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2024
Um homem ateou fogo em si mesmo nessa sexta-feira (19) em Nova York (EUA) em um parque do lado de fora do tribunal onde o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está sendo julgado criminalmente. Jornalistas no local viram o homem jogar panfletos no ar antes de se encharcar com um fluido e se incendiar.
A motivação do homem é desconhecida, e ele estava em estado crítico em um hospital da cidade, segundo informou o Departamento de Bombeiros de Nova York.
O Departamento de Polícia de Nova York disse à BBC News que a “investigação policial está em andamento” sobre o incidente e “não há preocupações adicionais de segurança neste momento”.
Trump estava no tribunal quando tudo ocorreu. O ex-presidente foi retirado dali por um agente do serviço secreto, como mostram imagens em vídeo feitas no local.
Segundo uma testemunha ouvida da BBC News no local, o homem esteve nos arredores do tribunal durante toda a semana segurando um cartaz.
Julie Berman, residente em Manhattan, disse ter visto o momento em que o homem ateou fogo em si mesmo.
Segundo Berman, ele jogou papéis no ar depois de jogar em seu corpo algum tipo de líquido duas vezes.
“Tudo aconteceu tão rápido”, afirmou ela. “Demorou para minha mente conseguir acompanhar.”
Uma pessoa teria gritado para o homem “não faça isso” antes de ele atear fogo em si mesmo.
Outra testemunha disse que estava circulando em torno do tribunal quando viu o homem pessoa se autoimolar.
Dave parecia visivelmente abalado enquanto falava com a imprensa. Ele pediu que jornalistas não divulgassem seu sobrenome nem publicassem uma imagem sua.
O incidente foi algo “que eu nunca quis ver”, disse ele. “Vai estar sempre em meus pesadelos. Aconteceu muito rápido”.
Quando questionado se alguém tentou ajudar, ele respondeu: “O que você faz [diante disso]?”.
Dave disse que pessoas ficaram horrorizadas e começaram a gritar quando perceberam o que estava acontecendo.
“Ele estava em chamas e parecia obviamente determinado a fazer isso”, afirmou ele.
Segundo Tarrik Sheppard, vice-comissário da polícia de Nova York, ele não parecia ter Trump ou outros envolvidos no julgamento como alvo. “No momento, estamos rotulando-o como uma espécie de teórico da conspiração e vamos continuar a partir daí”, disse.
Júri completo
O júri completo, com doze titulares e seis suplentes, que irá julgar o ex-presidente americano Donald Trump, foi constituído nessa sexta-feira (19), anunciou o juiz de instrução do caso em Nova York. A seleção do júri abre caminho para as declarações inaugurais já na segunda-feira (22) e o início dos depoimentos.
Trump, de 77 anos, é o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos a enfrentar um processo criminal.
O republicano é acusado de ter falsificado registros comerciais para ocultar um pagamento secreto feito à estrela pornô Stormy Daniels, pouco antes das eleições de 2016, que ele venceu. O ex-presidente nega a acusação.
Os promotores dizem que Trump fez isso para “influenciar ilegalmente” as eleições. O ex-presidente nega a acusação.
Trump pode pegar no máximo quatro anos de prisão se for condenado, mas também pode ser punido apenas com uma multa.
O julgamento histórico do ex-mandatário tem como pano de fundo a campanha presidencial deste ano – e pode, em última análise, acabar com o provável candidato republicano se tornando condenado em julgamento criminal meses antes de os eleitores irem às urnas em novembro. As informações são da BBC News e da agência de notícias Reuters.
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