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Saúde Um paulista de 33 anos é a pessoa mais jovem a morrer por causa do coronavírus no Brasil

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Sequenciamento genético abre banco para rastrear trajetória do vírus por diferentes regiões. (Foto: Reprodução)

Um homem de 33 anos de São Paulo é o mais jovem a morrer pelo novo coronavírus no Brasil. Segundo informou na segunda-feira (23) a Secretaria da Saúde do Estado, o jovem tinha uma comorbidade (doença prévia), que ainda não foi especificada pela Pasta.

Nesta terça-feira (24), a Secretaria da Saúde de São Paulo registrou um total de 40 óbitos relacionados à Covid-19. Todos ocorreram na Grande São Paulo. Dos dez novos óbitos confirmados desde segunda-feira, seis são homens (71, 75, 79, 80, 89 e 93 anos) e quatro mulheres (48, 65, 84 e 85).

A mulher de 48 anos, tinha comorbidades e era de Vargem Grande Paulista. As outras cidades da Grande São Paulo com registro de óbitos foram Guarulhos (mulher, 85 anos), Taboão da Serra (mulher, 84) e Osasco (homem, 79). Entre o total de mortes registradas até o momento, 37 ocorreram em hospitais privados e três em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde). O Estado também registra 810 casos confirmados.

Brasil

No Brasil, subiu para 2.201 o número de casos confirmados de coronavírus (Covid-19), de acordo com as informações repassadas pelos Estados ao Ministério da Saúde na segunda-feira (24). Até esta terça-feira, o ministério informou que 46 mortes estavam confirmadas, sendo 40 no Estado de São Paulo e seis no Rio de Janeiro.

Atualmente, todos os estados do país registram casos da doença, mas nem todas as regiões apresentam o mesmo nível de transmissão. A região norte, por exemplo, tem 3,7% do total de casos do Brasil. Na outra ponta, a região Sudeste representa o maior percentual, na ordem de 58,1%.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, explicou que a maioria dos casos de coronavírus são assintomáticos, ou seja, a pessoa terá a doença, mas não apresentará sintomas. “De cada 100 pacientes com coronavírus, conseguimos identificar 14. Cerca de 86% das pessoas que tem coronavírus não são identificadas. Isso ocorre no mundo inteiro. Trabalhamos com um índice que seria baseado na evolução dos demais países de um acréscimo no número de dados confirmados de 33% por dia. Isso significa que a cada três dias, teríamos o número de casos dobrado. Isso tem acontecido. No entanto, temos ficado geralmente abaixo dos 33%. A curva de crescimento está dentro da nossa expectativa. O Brasil não é o país que tem a maior variação de casos dos 10 países mais acometidos. Estamos abaixo da média entre os países. O crescimento de casos está dentro da expectativa”, disse o secretário-executivo.

Para garantir um esforço coletivo de todos os brasileiros para reduzir a velocidade de transmissão do coronavírus, na última sexta-feira (20), o Ministério da Saúde reconheceu a transmissão comunitária da Covid-19 em todo o país. Assim, a medida é uma estratégia para que todo o Brasil se una contra o vírus.

Em termos práticos, a declaração é um comando do Ministério da Saúde para que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas.

No Rio Grande do Sul, até esta terça-feira, foram notificados 2.726 casos do novo coronavírus, segundo a secretaria estadual da Saúde. Entre eles, 112 foram confirmados, 826 descartados e 204 suspeitos seguem em investigação para a Covid-19. Estão em análise para classificação 1064 notificações.

 

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