Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 24 de agosto de 2015
Um dos dois homens presos pelo assassinato e esquartejamento do corpo de Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, confessou o crime e se disse arrependido do ato. Em depoimento à Polícia Civil, Vandré Centeno do Carmo, 25 anos, revelou detalhes de como planejou a morte da vítima, que era sua colega de trabalho.
Segundo as autoridades, a motivação dele foi bullying supostamente praticado por Cíntia, que era amiga de Carmo. Assim, após uma discussão no apartamento da vítima, em 7 de agosto, o suspeito teria cometido o assassinato. “Tive essa ideia maluca de pegar uma mala, assim sabe… Talvez dar um fim nela e nunca mais ter esse sofrimento… Ela não tá aqui, não vai poder mais me fazer mal”, contou o homem, em um vídeo que circula na internet.
O crime.
O crime ocorreu em um condomínio no bairro Jardim Carvalho, na zona leste de Porto Alegre. Carmo cortou o corpo em partes com o auxílio de uma serra. A cabeça e o tronco de Cíntia foram levados enrolados em panos até a casa dele, no bairro Mário Quintana, na zona norte da Capital, onde foram enterrados no quintal.
Para tentar dificultar a investigação, o suspeito levou os membros da mulher em uma mala até a rodoviária de Porto Alegre, ainda na noite do dia 7. E foi de ônibus para São Joaquim, na serra catarinense, onde abandonou as partes em um terreno baldio. Um catador encontrou a mala com os pedaços do corpo no sábado (8), o que deu início à investigação.
Assassinato encomendado.
Carmo apontou ainda que foi auxiliado pelo sogro da vítima, que foi preso com ele, mas esse alega não conhecê-lo e não ter envolvimento no assassinato. Entretanto, de acordo com a delegada Jeisalaure de Souza, o sogro da vítima teria acertado pagar 3 mil reais ao homem para matar Cíntia, porque ela estaria traindo o seu filho. Os dois serão indiciados por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver e foram encaminhados ao Presídio Central. (Com informações de AG e Polícia Civil)
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