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Polícia Homem que jogou o próprio filho de uma ponte é condenado a mais de 83 anos de prisão no interior do RS

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A juíza Liz Grachten leu a sentença no fim da noite de quarta-feira, após quase 14 horas do início do julgamento

Foto: Márcio Daudt/TJRS
A juíza Liz Grachten leu a sentença no fim da noite de quarta-feira, após quase 14 horas do início do julgamento. (Foto: Márcio Daudt/TJRS)

O Tribunal do Júri de São Gabriel, na região da Campanha, condenou, no fim da noite de quarta-feira (4), o homem acusado de matar o próprio filho ao jogá-lo de uma ponte sobre o rio Vacacaí, no município, em março de 2025. Tiago Ricardo Felber recebeu a pena total de 83 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, mais dois meses e 20 dias de detenção.

A vítima – o menino Théo Ricardo Felber – tinha apenas 5 anos de idade. O julgamento foi presidido pela juíza Liz Grachten. A sentença foi lida por volta das 23h de quarta, após quase 14 horas do início da sessão, com a manutenção da prisão do réu para o imediato cumprimento da pena. Também foi determinado o pagamento de indenização de R$ 100 mil aos familiares do menino.

Os jurados acataram a acusação do MP (Ministério Público) na íntegra, condenando o acusado pelos crimes de homicídio tentado qualificado, homicídio consumado qualificado e ameaça contra a ex-companheira, mãe da vítima.

De acordo com a denúncia do MP, a criança vivia com a mãe e passava alguns dias sob os cuidados do pai, que tem 41 anos atualmente. Segundo a acusação, o menino foi agredido pelo réu em um dia e, no dia seguinte, arremessado da ponte sobre o rio Vacacaí, em São Gabriel. Conforme o laudo pericial, a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico decorrente da queda.

O MP sustentou na acusação que o réu agiu para causar sofrimento à mãe do menino, por estar descontente com o novo relacionamento que ela mantinha.

Em depoimento durante o julgamento, a mãe do menino disse que a criança confiava no pai. A mulher afirmou não ter acreditado quando soube da morte, entendendo que a mesma foi consumada por vingança contra ela.

O assassino, ao ser interrogado em plenário, admitiu que apertou o pescoço do menino na noite de 24 de março de 2025 e que, no dia seguinte, o jogou do alto da ponte sobre o rio. Ao responder à juíza, disse não saber explicar porque agiu daquela forma na ocasião.

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