Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de junho de 2015
Foi inaugurada na manhã desta quarta-feira (24) a nova UTI pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. São 10 leitos que se somam aos 30 já existentes, permitindo um aumento de 25% na capacidade de atendimento de alta complexidade em pacientes pediátricos, sobretudo de cirurgias cardíacas e de malformações digestivas e urológicas, além de transplantes de coração, fígado e rins.
O doutor Fernando Lucchese, chefe do Serviço de Cardiologia Pediátrica do hospital, está otimista e diz que a unidade é a maior do País, considerando que disponibiliza a partir de agora 40 leitos. Por dia, 7 a 8 solicitações de internação são realizadas. “O grande problema do País é o intensivismo pediátrico e a falta de leitos, e estamos contribuindo para amenizar este quadro.” Segundo ele, nascem no País 28 mil crianças por ano com problemas de má formação congênita. Destas, 23 mil precisam de atendimento no primeiro ano de vida e 15 mil necessitam de cirurgia. Quando bem atendidas, 90% chegam à idade adulta normais. Já quanto ao câncer infantil, os índices apontam 12 mil crianças com incidência da doença ao ano. “Um grave problema”, reitera Lucchese.
A unidade do Hospital da Criança Santo Antônio foi construída em quatro meses, com recursos próprios arrecadados por um grupo de 10 mulheres, as Voluntárias pela Vida. Através de licitação, as obras civis foram executadas pela equipe do próprio hospital, representando um investimento de 3, 7 milhões de reais. O valor foi recolhido em um jantar organizado pelas voluntárias junto a empresários da alta sociedade gaúcha, seguido de um leilão de obras de arte e doações voluntárias. Nora Teixeira, uma das voluntárias, disse que em quatro meses o valor estava depositado na conta bancária da instituição. Segundo ela, foi um trabalho gratificante e realizado em tempo recorde. “É uma emoção poder ver hoje tudo pronto”, disse.
A diretora médica da instituição de saúde, Themis Reverbel da Silveira, aponta que a casa tem uma grande tradição e cada vez mais se consolida como referência nacional tanto em cardiopatias quanto em cirurgias cardíacas. Além disso, aponta que o hospital vivencia uma grande incidência de patologias fetais e outras doenças, entre elas o câncer infantil. O próximo passo é a implantação de um centro de má formação e oncologia pediátrica, atendendo a essa demanda. “Hoje, temos internadas de 30 a 35 crianças com câncer infantil”, finaliza.
Também entre os próximos planos da instituição, que deverá contar com o apoio do grupo de mulheres voluntárias, está a construção de uma casa de passagem para os pais das crianças internadas até porque o hospital recebe pacientes de todo o País, pessoas sem recursos e que precisam receber atendimento qualificado durante o período de acompanhamento aos pacientes.
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