Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de julho de 2021
Com 500 vagas disponíveis, o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, está recrutando voluntários para uma pesquisa sobre nova vacina contra o coronavírus, conhecida como “CoVLP”. O foco são os fumantes, já que a finalidade é avaliar o impacto do imunizante em pessoas que consomem ao menos um maço de cigarros por dia (20 unidades).
Além do tabagismo, os interessados em participar da pesquisa devem ter idade entre 18 e 30 anos, além de não estarem inseridos em calendário de imunização contra a covid em um prazo de 14 dias antes e 28 dias após o início dos trabalhos científicos. Outra exigência é não ter sido infectado pelo coronavírus (ainda que de forma assintomática).
Também não são aceitos candidatos com Índice de Massa Corporal (IMC) inferior a 18,5 kg/m2 (baixo peso), alterações na pele dos dois braços (tatuagem muito fechada ou extensa, por exemplo), alergia grave aos componentes da vacina (o site do estudo esclarece de forma detalhada esse item) ou a plantas, frutas e castanhas. Da mesma forma, há impedimento a quem tem histórico próprio ou familiar de narcolepsia ou Síndrome de Guillain-Barré.
Cabe frisar que o cadastramento não assegura o engajamento ao estudo. A confirmação se dá apenas após a primeira consulta, mediante revisão dos critérios de seleção por parte dos pesquisadores. Além do portal do Hospital Moinhos de Vento na internet, é possível obter mais informações diretamente no site oficial participevacinacovid19.com.
A pesquisa do novo fármaco é desenvolvida por duas empresas estrangeiras. Uma é a multinacional britânica Glaxo-Smith-Kline e a outra é a companhia canadense Medicago R&D. A estimativa é de que aproximadamente 30 mil indivíduos participem do estudo em diversos países.
Metodologia básica
– A exemplo de outros estudos científicos, a pesquisa da “CoVLP” com fumantes vai separar – de forma aleatória – os voluntários basicamente em dois grupos de igual contingente;
– Um receberá o produto propriamente dito, ao passo que para o outro será fornecido placebo (substância inócua), sem que os candidatos saibam durante o período de testes quem está inserido em qual segmento;
– Se comprovada a eficácia da vacina, quem tomou placebo receberá a vacina e vice-versa;
– Os testes têm duração aproximada de 12 meses e pressupõem dedicação dos participantes. Esse prazo, porém, poderá durar até 26 meses;
– Dentre as etapas a serem cumpridas estão o comparecimento a cinco consultas agendadas (que podem chegar a dez), preenchimento de boletins on-line diários sobre sintomas (por meio de aplicativo para telefone celular), fornecimento de amostras de sangue e atendimento a eventuais contatos da equipe.
(Marcello Campos)
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