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Por Redação O Sul | 26 de fevereiro de 2018
Um casal da cidade de Kansas, nos Estados Unidos, está comemorando um acontecimento raro na medicina: o nascimento de trigêmeos idênticos. Segundo o médico Josh Petrikin, o três meninos passam “maravilhosamente bem” e continuam em observação na unidade de tratamento intensivo neonatal do Centro Médico Truman, em Kansas City, no Estado norte-americano do Missouri. Segundo pesquisadores, a probabilidade de nascimento de trigêmeos idênticos é de apenas uma a cada 20 milhões a 30 milhões de partos.
Os garotos – Ron, Elkanah e Abishai – nasceram na quinta-feira passada (22). Segundo o jornal “Kansas City Star”, seus pais, Nicole e Caleb Choge, já têm um filho de 2 anos. O pai diz que ele, sua esposa e o filho rezaram por outra criança e que “Deus respondeu às preces de todos: um, dois e três”.
Até recentemente, a família vivia no Quênia, terra natal de Caleb Choge, onde ele trabalhava como piloto. O casal se mudou para Ottowa, no Kansas, para ficar mais perto da família de Nicole.
Novas orientações
Menos medicação e intervenções durante o trabalho de parto, mais tempo para dar à luz e mais participação da grávida nas decisões. Estas são as circunstâncias ideais de um nascimento, segundo o novo guia da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o assunto, que inclui 56 recomendações sobre a hora do parto. Esse conjunto de orientações é considerado mais um importante passo da entidade na tentativa de frear a epidemia de cesarianas e estimular o parto humanizado ao redor do mundo.
Estima-se que, anualmente, 140 milhões de nascimentos ocorram no mundo – a grande maioria, sem complicações. No entanto, algumas intervenções, como a realização de cirurgias cesarianas ou a administração do hormônio sintético oxitocina para o bebê nascer mais rapidamente, têm sido usadas de forma excessiva nas últimas décadas. Em muitas ocasiões, segundo a OMS, essas intervenções não são apenas desnecessárias, mas fazem com que a mãe tenha uma experiência negativa em um momento tão importante.
Para evitar isso, a extensa lista de orientações da entidade tem como um dos principais itens a recusa de intervenções de qualquer tipo como rotina. Isso inclui cesariana e episiotomia – corte feito no períneo, na área genital externa da mulher, para ampliar o canal de parto. O novo guia também encoraja que as mulheres caminhem à vontade durante o início do trabalho de parto e escolham a posição em que terão o bebê – com a liberdade de mudar de posição sempre que quiserem. Reforça ainda o direito da mãe de ter opções para alívio da dor e o de ter um companheiro de sua escolha nesse momento.
Para Princess Nothemba Simelela, diretora-geral assistente da OMS para Família, Mulheres, Crianças e Adolescentes, as novas diretrizes são um passo para reduzir as altas taxas de intervenções médicas desnecessárias ou ineficazes. “Não podemos manter nosso foco apenas na sobrevivência. A OMS acredita que cuidados de alta qualidade devem abranger a prestação de serviços e a experiência da mulher. As diretrizes colocam a mulher e seu bebê no centro do modelo de cuidados, para alcançar os melhores resultados físicos, emocionais e psicológicos possíveis”, considera a médica.
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