Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de agosto de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A polícia já tem evidências de que a jornalista Patrícia Lélis viajou para São Paulo (SP), a fim de negociar o pagamento de R$ 300 mil – em parcelas de R$ 50 mil – pelo seu silêncio. Desta forma, ela mudaria a versão revelada à Coluna, da agressão e tentativa de estupro pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP) dentro do apartamento funcional, denúncia que ela mantém e que já é investigada em Brasília, com fortes indícios de ter ocorrido. A suposta negociação veio abaixo quando a mãe de Patrícia chegou de surpresa à capital paulista atrás da filha e saiu do hotel com ela, até a delegacia de polícia.
Prints, sempre
O que derrubou a tese de sequestro qualificado e coação contra Patrícia em São Paulo foi a mesma prova que ela apresentou contra Feliciano: prints de conversas no aplicativo WhatsApp.
Vendeta
Quem entregou a jornalista foi Emerson Biazon, que a levou para São Paulo, propondo emprego. Ele se sentiu traído ao se ver denunciado por ela na Delegacia da Mulher no Distrito Federal.
Emoçõe$
Emerson mostrou ao titular da 3a- Delegacia de Polícia conversas atribuídas a Patrícia no aplicativo, nas quais falam dos R$ 300 mil. Ambos estavam tensos sobre um possível vazamento.
Prepostos…
Questionada ontem pela Coluna, Patrícia admitiu ter deixado Emerson e um homem chamado Artur, do Rio de Janeiro, negociarem com o assessor de Feliciano.
Queria paz
Em sua defesa, Patrícia revela que se envolveu e não pediu dinheiro. “Não peguei nada, era para eles. Eu só queria que Feliciano e Bauer me deixassem em paz”.
Cara limpa
A polícia continua com a cautela necessária. O delegado Hellmeister ouviu Emerson por três horas e descobriu que a jornalista pagou R$ 700 por uma maquiagem para um vídeo.
Mistério
Outro mistério, que a Coluna já revelou: quando Patrícia já estava em São Paulo, telefonou para a mãe e pediu uma conta com CNPJ para depósito, sem rastros.
Mãe é mãe
Ontem, durante 40 minutos de entrevista à Coluna, a mãe da jornalista protegeu a filha, narrou a ordem cronológica do que viu em São Paulo e na defesa revelou o saldo atual: R$ 126.
Defesa
O criminalista José Carlos Carvalho, advogado de Patrícia, pedirá o aprofundamento das investigações policiais em São Paulo e Brasília. Ele alega que a sua cliente é vítima de montagens e que ela sofreu sequestro e coação. Na entrevista à Coluna (e que publicaremos no canal no YouTube), a mãe reforça detalhes de como a filha era coagida até elas fugirem.
Sem santos
Agora, há duas frentes claras de investigação, nas quais ninguém é santo nessa novela: Feliciano é forte suspeito de ter descido a mão na garota. E ela, muito suspeita de ter tentado vender o seu silêncio. Ambos passaram a negar, em suas defesas.
Off, por ora…
Um deputado que mora no andar superior ao de Feliciano confidenciou a amigos que ouviu comentários dos porteiros e seguranças do prédio, sobre o escândalo do dia 15 de junho.
Quem apareceu…
O chefe de gabinete de Feliciano, pivô da encrenca em São Paulo, apareceu em Brasília e circula com dois capangas – visivelmente policiais. A Coluna obteve foto de uma fonte.
Escolta
O advogado de Patrícia, ao saber da presença de Bauer e asseclas, oficiou as autoridades judiciais e pediu proteção policial 24 horas para a jovem e sua família
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