Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de janeiro de 2026
Aliados dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que a cúpula do Congresso já se articula para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria, que beneficia os condenados pelos ataques golpistas, aprovado pelo Congresso no fim de 2025.
Confirmado o veto, Alcolumbre e Motta sinalizaram ter número mínimo de votos, em sessão do Congresso, para reverter a medida de Lula. Os dois parlamentares não participaram do ato organizado pelo governo que vai marcar os três anos dos ataques antidemocráticos, nessa quinta (8).
Parlamentares avaliam que a discussão em torno da dosimetria acabou por contaminar o ambiente político do 8 de Janeiro, transformando o evento em um novo teste da relação entre Executivo e Congresso neste início de 2026.
Nesse contexto, a ausência simultânea dos presidentes da Câmara e do Senado foi lida como um movimento de cautela institucional – sem adesão explícita ao gesto simbólico do governo, mas também sem confronto direto.
Para o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), um dos parlamentares mais próximos de Motta, há número de votos suficiente para derrubar o veto, que será interpretado como “um desrespeito ao legislativo”.
“A dosimetria foi aprovada no Congresso com mais de 300 votos, o veto será facilmente derrubado. Lula está fazendo isso (o veto) como bandeira política e simbólica, muito mais do que como algo pragmático, pensando que vai se manter em pé”, afirma.
Na Câmara, o PL da Dosimetria foi aprovado por 291 votos a 148 votos. No Senado, o placar mostrou 48 a 25. Para derrubar um veto presidencial, são necessários minimamente os votos de 257 deputados e 41 senadores.
Os presidentes da Câmara e do Senado já não vinham comparecendo aos atos de memória e repúdio pela invasão dos Três Poderes, nos últimos anos.(Com informações do jornal O Globo)