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Economia Bolsa brasileira sobe ao maior índice da sua história; dólar fecha a semana em alta

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A alta do Ibovespa, que atingiu seu segundo recorde seguido, reflete um cenário de maior apetite dos investidores

Foto: Divulgação
Foi a maior alta diária da bolsa brasileira desde abril de 2023. (Foto: Divulgação)

O Ibovespa fechou em alta de 0,24% nessa sexta-feira (4), aos 141.264 pontos. Foi a primeira vez na história que o principal índice da bolsa brasileira encerrou acima dos 141 mil pontos. Já o dólar avançou 0,36%, cotado a R$ 5,4242.

A alta do Ibovespa, que atingiu seu segundo recorde seguido, reflete um cenário de maior apetite dos investidores por risco e uma percepção de resiliência da economia dos Estados Unidos, enquanto seguem as discussões comerciais em Washington.

Além disso, a melhora das expectativas sobre a atividade econômica da China tem favorecido as ações de empresas exportadoras, impactando o índice, destaca Felipe Paletta, estrategista da EQI Research.

Segundo Paletta, a decisão desta sexta-feira sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também foi absorvida positivamente pelos mercados, já que “alivia um pouco a insegurança de curto prazo” (leia mais abaixo). No acumulado da semana, a bolsa brasileira subiu 3,21%.

Já a valorização do dólar nesta sexta ocorreu após a moeda atingir, na véspera, o menor nível em mais de um ano. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 1,08% em relação ao real.

Os investidores avaliam os possíveis efeitos do pacote de cortes de impostos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O texto foi aprovado pelo Congresso na véspera, após intensa articulação política, e prevê uma ampla redução de tributos e aumento nos gastos públicos. A estimativa é que o pacote aumente a dívida pública dos EUA em US$ 3,3 trilhões na próxima década, o que agrava a situação fiscal e eleva a desconfiança sobre a economia americana.

Outro ponto de atenção é o fim do prazo de suspensão do tarifaço. Trump afirmou que Washington começará a enviar cartas aos países especificando tarifas que eles terão de pagar sobre as exportações aos EUA.

A possível volta das tarifas preocupa o mercado. A avaliação é que elas podem elevar os preços ao consumidor e os custos de produção, o que tende a aumentar a inflação e forçar o Fed (o banco central dos EUA) a manter os juros altos por mais tempo. Por outro lado, os impactos ainda reduzidos das taxas na economia americana ajudaram a diminuir os receios globais.

No Brasil, o IOF continua no radar dos investidores. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, suspendeu os efeitos de todos os decretos que tratam sobre o tributo, determinando uma audiência de conciliação entre o governo e o Congresso Nacional sobre o tema.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a decisão é “ótima” e busca mostrar até onde cada Poder pode ir.

“Essas provocações que estão sendo feitas, as três decisões até aqui tomadas, vão no sentido do fortalecimento dos poderes da República e da delimitação da competência e prerrogativa de cada um. Então, eu não posso ver com maus olhos, eu vejo com bons olhos”, afirmou.

Na semana passada, o Congresso derrubou a medida do governo que aumentava o IOF. Segundo a equipe econômica, a revogação do decreto deve resultar em uma perda de arrecadação de R$ 10 bilhões ainda neste ano. Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que a medida pode levar o governo a adotar novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento de 2025.

Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou novamente que o governo precisa do aumento do IOF para equilibrar as contas em 2026. O ministro também declarou que, para equilibrar as contas públicas, será necessário aprovar a Medida Provisória que aumenta a tributação sobre apostas eletrônicas (bets), criptoativos, fintechs e outros setores, além de cortar aproximadamente R$ 15 bilhões em benefícios fiscais.

 

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