Sexta-feira, 10 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2026
Por volta das 16h dessa quinta-feira (9), uma mulher morreu ao ser atropelada por um lotação na rua Sete de Setembro, Centro Histórico de Porto Alegre. O acidente ocorreu no trecho entre a General Câmara e Uruguai, no sentido Praça da Alfândega–Mercado Público. Até o final da noite não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre a identidade da vítima.
Depoimentos prestados por testemunhas no local detalharam que a vítima atravessava a pista quando caiu sob o veículo, devido a um tropeço ou desequilíbrio. O motorista do microônibus – a serviço da linha “Jardim Lepopoldina” – não teria percebido o fato e prosseguiu por mais alguns metros até ser alertado por populares desesperados após verem o corpo da vítima sendo arrastado pelo veículo.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu a ocorrência, mas a mulher já havia falecido. Uma viatura com soldados do Corpo do Bombeiros também foi deslocada até o local, bem como técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e policiais da Brigada Militar (BM).
Agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) mantiveram a pista sob bloqueio total até o final da tarde. O caso é investigado pela Polícia Civil, com o auxílio de câmeras de monitoramento da região.
Estatística oficial disponibilizada pela EPTC contabiliza 11 mortes em acidentes de trânsito nas ruas e avenidas da capital gaúcha desde o início do ano. Destas, quatro tiveram pedestres como vítima – em todos todos, a causa do óbito foi atropelamento. Se levados em conta apenas os feridos que sobreviveram a colisão por veículo, são 35 ocorrências.
Caso anterior
O caso guarda semelhanças com um acidente de março do ano passado, também no Centro Histórico. Por volta das 13h do dia 11 daquele mês, a idosa Lucília Sanches Cardoso estava junto ao meio-fio da avenida Salgado Filho perto da esquina com a rua Marechal Floriano, quando foi atingida por um lotação da linha “Ipanema”. Ela tinha 70 anos e faleceu no local.
A ocorrência foi atendida pela EPTC e BM acionados por lojistas que haviam testemunhado o acidente. Localizado próximo ao edifício da antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), o trecho permaneceu isolado durante aproximadamente 40 minutos para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP). A 2ª Delegacia de Polícia da Capital trabalha no caso.
Câmeras de monitoramento da prefeitura foram disponibilizadas à Policia Civil. Fato inusitado e que chamou a atenção dos investigadores foi a recusa dos responsáveis por um prédio localizado a poucos metros do ponto do atropelamento em fornecer as imagens de seu sistema de segurança.
(Marcello Campos)
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