Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de setembro de 2016
Emília Ramos, uma moradora do Amapá, teve o registro de identidade renovado aos 111 anos. A carteira nova foi entregue recentemente, na comunidade de Tracajatuba, na zona rural de Macapá, onde ela mora. Seu filho, Osmar Costa, conta que a família precisou pedir a emissão do novo documento para comprovar ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ela está viva e poderia continuar recebendo a aposentadoria. “A pessoa que me atendeu disse que só receberia o benefício com uma nova identidade. Ela desconfiou que a minha mãe estava morta, então procurei ajuda na Politec [Polícia Técnico-Científica do Amapá]”, explicou.
Equipe foi até a casa da idosa conferir sua idade.
O serviço de emissão do documento de identidade iniciou em 25 de agosto, quando uma equipe da Politec foi coletar informações na casa dela, que fica a aproximadamente 128 quilômetros da capital. Emília sofreu uma queda em 2015 e ficou com dificuldade de locomoção. Por não poder ir até Macapá para receber a aposentadoria, o filho vai em seu lugar sacar o benefício. Emília estava com o documento desatualizado, o que e gerou dúvida por parte do INSS.
Nova carteira de identidade.
A idosa recebeu a nova carteira muito feliz, de acordo com o filho. Nascida em 6 de janeiro de 1905, Emília foi agricultora. Atavés desse trabalho é que ela conseguiu garantir a renda para sustentar seus quatro filhos. Ela morou em Macapá e em Mazagão, município onde deu à luz os filhos e onde seu marido morreu. Hoje, ela também tem 12 netos e seis bisnetos. (AG)
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