Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de julho de 2015
Alvo da Operação Politeia, o advogado Tiago Cedraz, 33 anos, ergueu patrimônio milionário à frente de uma banca que atua no TCU (Tribunal de Contas da União), órgão presidido pelo pai, Aroldo Cedraz. Em paralelo à atuação da banca na Corte de contas, em menos de três anos ele fechou a compra de imóveis no total de quase 13 milhões de reais e, até abril, figurava como dono de um jatinho de dez assentos.
A maior parte dos bens foi adquirida por meio da Cedraz Administradora de Bens Próprios, criada pelo advogado em sociedade com a mãe, Eliana Leite Oliveira, mulher do ministro. Formado em 2006 em direito, Tiago é influente no órgão dirigido pelo pai, embora não atue formalmente nas dezenas de processos que seu escritório mantém na Corte – outros advogados do escritório é que têm procurações nos autos.
Diante das suspeitas de tráfico de influência e corrupção, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou buscas em imóveis de Tiago para obter mais provas para instruir a investigação. O advogado e o ministro negam as acusações. A joia mais cara do patrimônio imobiliário do advogado é uma chácara de 10 mil metros quadrados no Lago Sul, área mais nobre da capital federal. Ela foi adquirida por 7,2 milhões de reais em 2013 e abrigava, até pouco tempo, mansão de 1,5 mil metros quadrados, com seis suítes, piscina, sala para seis ambientes e casa anexa exclusiva para hóspedes.
Desde 2013, Tiago fechou a compra de dois apartamentos em um mesmo prédio, por quase 6 milhões de reais. Cada um tem 250 metros de área privativa. Um custou 2,72 milhões de reais à empresa aberta por Tiago e a mãe. O outro foi negociado pelo advogado a 2,95 milhões de reais, sendo 662 mil reais pagos no ato e o resto financiado pelo Banco do Brasil em 61 prestações (cinco anos). A Cedraz Administradora tem capital social de 20 milhões de reais. (AE)
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