Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2016
A comissão especial para analisar o pedido de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), continua estacionada na Câmara dos Deputados devido a um acordo de bastidores entre Eduardo Cunha (PMDB-RJ), legendas de oposição e outras alinhadas ao presidente da Casa. Arquivado por Cunha, o pedido voltou a tramitar por decisão liminar (provisória) do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.
Enquanto tenta cassar a liminar, Cunha, aliados seus e partidos de oposição não indicam integrantes para a comissão, o que inviabiliza a sua instalação. Para funcionar, é preciso a indicação de pelo menos 33 dos 65 integrantes titulares da comissão. Até essa segunda-feira, apenas PT, PC do B, PEN, PMB, Rede, PSOL e PT do B indicaram integrantes, em um total de 14 vagas. Oficialmente, partidos dizem não haver em seus quadros deputados interessados em compor a comissão.
O impeachment contra Temer foi protocolado pelo advogado Mariel Márley Marra, para quem o peemedebista, em período de interinidade na Presidência, cometeu um dos crimes de responsabilidade dos quais Dilma Rousseff é acusada, o de liberar créditos suplementares sem autorização do Congresso. (Ranier Bragon/Folhapress)
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