Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2026
Na corrida contra o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, milhões de brasileiros tentam acertar as contas com o Fisco e evitar multas. Criminosos digitais, porém, aproveitam esse momento de pressa e preocupação para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.
Só neste ano, foram identificados ao menos 120 sites falsos ligados ao IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física). O número faz parte de um levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky.
O total é quase o dobro dos 61 registros feitos no início do período de declaração, em março. Os dados mostram que a atuação dos golpistas aumenta à medida que o prazo de entrega se aproxima.
O prazo para envio da declaração começou em 23 de março e vai até 29 de maio de 2026.
Mas como esses golpes conseguem enganar tanta gente, mesmo diante de tantos alertas? De acordo com a Kaspersky, as fraudes geralmente começam com e-mails, SMS ou mensagens em aplicativos que se passam por comunicados da Receita Federal.
Os criminosos alegam pendências na declaração, irregularidades no CPF ou problemas com a restituição. O objetivo é pressionar o contribuinte a agir rapidamente.
Ao clicar nos links, a vítima é direcionada a páginas falsas que imitam sistemas oficiais do governo. Nessas plataformas, os usuários são levados a informar dados pessoais, senhas da conta gov.br ou até a realizar pagamentos via PIX e boleto, sob o pretexto de regularizar a situação fiscal.
Com menos tempo para resolver pendências, os contribuintes ficam mais suscetíveis a mensagens alarmistas e notificações falsas.
“A reta final da declaração aumenta o senso de urgência dos contribuintes, cenário amplamente explorado por golpistas”, afirma Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky.
Em muitos casos, os criminosos intensificam ainda mais a pressão. Eles prometem descontos inexistentes em multas ou ameaçam com consequências como cair na malha fina e ter o nome incluído na dívida ativa.
O principal interesse dos golpistas é obter acesso a informações sensíveis. Entre os alvos mais valiosos está a conta gov.br, que concentra dados pessoais e permite acesso a diversos serviços públicos.
Segundo alertam: perder o controle dessa conta pode gerar prejuízos financeiros e entraves burocráticos.
Para tornar as fraudes mais convincentes, os criminosos registram sites com nomes semelhantes aos oficiais. Eles utilizam termos como “Receita Federal”, “gov”, “restituição” e “regularização”.
As páginas simulam áreas de login e sistemas de pagamento, o que dificulta a identificação da fraude, especialmente por usuários menos atentos.
Como fazer a declaração
O envio da declaração pode ser feito por diferentes canais disponibilizados pela Receita Federal. O contribuinte pode optar pelo programa para computador, pela plataforma online “Meu Imposto de Renda” ou pelo aplicativo oficial para celular.
Para preencher corretamente a declaração, é necessário reunir documentos como informes de rendimentos, comprovantes bancários e recibos de despesas dedutíveis, incluindo gastos com saúde e educação.
Uma das facilidades disponíveis é a declaração pré-preenchida, que já traz parte das informações automaticamente. A ferramenta reduz o risco de erros e também diminui as chances de o contribuinte cair na malha fina.
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