Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2016
O presidente interino Michel Temer (PMDB) assumiu o governo há um mês, logo após o afastamento de Dilma Rousseff (PT) pelo Senado, com o discurso de tirar o País da recessão. Para isso, ele prometeu cortar gastos, controlar a dívida pública e reduzir o déficit primário. Apesar de medidas como a redução de ministérios e o anúncio de um teto para os gastos públicos, o que se tem visto desde então, principalmente na última quinzena, foi a aprovação de medidas que ampliam os gastos públicos e permitem quase dobrar o rombo fiscal.
Ao revisar a meta fiscal, o governo Temer passou a prever mais despesas que as estimadas por Dilma. Além de liberar 21,2 bilhões de reais em gastos que estavam bloqueados, há a previsão de gastos adicionais de 9 bilhões de reais com pagamento de despesas atrasadas do PAC (Programa de Acelaração do Crescimento), de 3,5 bilhões de reais com despesas do Ministério da Defesa e outras e de 3 bilhões de reais para a saúde.
Fora isso, o governo passou a prever um rombo de 19,9 bilhões de reais resultante da renegociação da dívida dos Estados, valor que inclui a arrecadação prevista pela repatriação de ativos mantidos por brasileiros no exterior e não declarados à Receita Federal. Somados, eles ampliam o gasto em mais de 56 bilhões de reais.
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