Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2020
Janet Yellen, a escolhida de Joe Biden para ser secretária do Tesouro e liderar a equipe econômica do próximo governo, enfatizou nesta terça-feira a necessidade de ajudar imediatamente as famílias e empresas para conseguirem lidar com a segunda onda da pandemia. Em um evento em Wilmington, Delaware, no qual a equipe foi apresentada oficialmente, Yellen chamou a crise atual de “histórica” e disse que é imperativo agir, porque “a falta de ação pode causar uma recessão em cima da atual que cause ainda mais danos”.
“Há tantas pessoas que não conseguem levar comida para a mesa e pagar suas contas. É uma tragédia americana e é essencial que ajamos com urgência”, disse Yellen, economista experiente que já foi presidente do Fed, o Banco Central americano.
Assim como tantas áreas dos Estados Unidos, a economia do país está em suspensão, enquanto o governo Trump não termina e o de Biden não começa – tendo como pano de fundo a pandemia, que gera preocupações sobre a força, o momento e até a probabilidade de uma possível recuperação no ano que vem.
No evento, Biden tentou transmitir um senso de urgência e de estabilidade à área. A filosofia da economia sob seu comando marca um afastamento total da política de impostos baixos e baixa regulamentação propagada por Trump. O seu principal foco deve ser o combate à desigualdade e a recuperação de empregos, com o fortalecimento do mercado de trabalho como ferramenta de crescimento econômico.
Durante seus comentários, Biden fez um apelo direto aos senadores que votarão para confirmar os membros de seu Gabinete e que provavelmente se oporão a algumas de suas escolhas.
“Ao Senado dos Estados Unidos, espero que os excelentes, esses excelentes indicados tenham o direito uma audiência imediata e que sejamos capazes de trabalhar todos de boa fé e de seguir em frente como um só país”, disse Biden ao apresentar seus indicados, incluindo Neera Tanden, a aguerrida chefe de um centro de estudos ligado à direção do Partido Democrata que provavelmente enfrentará alguma oposição da Casa, por ora de maioria republicana (dois segundos turnos na Geórgia em janeiro podem torná-la dividida por igual entre os partidos).
Biden instou o Congresso a aprovar um pacote de ajuda “robusto” para aliviar a crise causada pela Covid-19.
“O Congresso como um todo deve se reunir e aprovar um robusto pacote de ajuda para atender às necessidades urgentes”, disse Biden, jurando que, embora o país esteja passando por tempos difíceis, “a ajuda está a caminho”.
De resto, Biden apresentou a sua equipe econômica, marcada por forte presença feminina – quatro mulheres e dois homens – e diversidade racial.
As negociações no Congresso dos Estados Unidos para a aprovação de um novo pacote de alívio estão paralisadas há meses devido a diferenças entre democratas e republicanos sobre o valor de um possível novo plano de ajuda e para onde a ajuda deve ser direcionada.
No início do dia, o atual presidente do Fed, Jerome Powell, apoiou a abordagem da nova equipe, alertando o Congresso de que “as perspectivas para a economia são extraordinariamente incertas” caso não haja um esforço para efetuar a transição, limitar a propagação do vírus e apoiar os negócios.
Na manhã desta terça-feira, um grupo bipartidário de senadores, liderado por Susan Collins, uma republicana do Maine, e Joe Manchin, um democrata da Virgínia Ocidental, apresentou o projeto de um pacote de estímulo provisório de US $ 900 bilhões.
O plano forneceria US$ 300 por semana em benefícios federais de desemprego por 18 semanas, metade do que os democratas têm buscado, e incluiria US $ 160 bilhões em financiamento para governos estaduais e locais, muito menos do que os US$ 500 bilhões que os democratas haviam proposto anteriormente, que os republicanos do Congresso e a Casa Branca rejeitaram firmemente. As informações são do O Globo e de agências internacionais de notícias.
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