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Brasil Indicado para ministro do Supremo, Jorge Messias Messias contrata assessor que ajudou Zanin a “destravar” votos no Senado

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A decisão de Lula por Messias desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a escolha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). (Foto: Victor Piemonte/STF)

O indicado por Lula (PT) ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, contratou o mesmo assessor de imprensa que o agora ministro Cristiano Zanin empregou em 2023, quando também tentava vencer a resistência dos senadores.

Ele é Roberto Machado, que fez a interlocução de Zanin com a imprensa na época em que o então advogado de Lula contatou 70 dos 81 senadores. Os únicos não procurados foram aqueles que manifestaram publicamente rejeição ao nome de Zanin, como o senador Sergio Moro (União-PR).

Zanin foi exitoso no seu processo de convencimento dos senadores. Apesar de ter a pecha de ser o advogado de Lula, o agora ministro do STF conseguiu 21 votos na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e 58 votos favoráveis em plenário.

A missão é considerada um pouco mais complicada para Messias. Senadores da base admitem que o advogado-geral terá dificuldades em conseguir os 41 votos favoráveis para assumir a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.

Não só por isso, o governo tenta adiar a sabatina de Messias na CCJ, marcada inicialmente para 10 de dezembro.

Às vésperas de sabatina, governo protela envio de indicação de Messias

Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha indicado Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), a escolha ainda não foi formalizada com o envio de uma mensagem presidencial ao Congresso Nacional. Ainda que a sabatina esteja marcada para 10 de dezembro, o atraso coloca em dúvida os próximos passos da análise.

Em 20 de novembro, o chefe do Palácio do Planalto anunciou a escolha do advogado-geral da União para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A indicação foi publicada no DOU (Diário Oficial da União), mas não enviada ao Parlamento, como prevê o protocolo.

A decisão de Lula por Messias desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a escolha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Contrariado com a indicação e por não ter sido avisado por Lula diretamente da escolha, Alcolumbre tem operado para levar a análise a plenário ainda que Messias não tenha angariado apoio entre os senadores.

Sem cravar uma data, interlocutores indicam que o presidente Lula deve marcar um encontro com o presidente do Senado para comunicar a escolha e tentar acalmar os ânimos. No Planalto, o temor é que o nome de Messias seja rejeitado pelos senadores durante votação em plenário.

O governo tenta adiar a sabatina com o objetivo de ganhar tempo em busca de votos no Senado e evitar uma derrota histórica. A empreitada, porém, esbarra na resistência de Alcolumbre.

O advogado-geral da União tem feito um périplo nos gabinetes no Senado, o que é conhecido como “beija-mão”. Cabe à CCJ sabatinar e votar a indicação, para então haver a apreciação da indicação pelo plenário da Casa. Com informações dos portais Carta Capital e CNN.

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