Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
25°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Indústria gaúcha fecha o primeiro semestre com queda de 2,8%

Compartilhe esta notícia:

IDI-RS divulgado pela Fiergs atinge mais baixo patamar desde maio de 2021

Foto: Divulgação
(Foto: Divulgação)

A pesquisa de junho dos Indicadores Industriais do RS, divulgada nesta segunda-feira (07) pela Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), mostra que a atividade do setor não conseguiu sustentar a alta registrada no mês anterior e voltou a cair.

O IDI-RS (Índice de Desempenho Industrial) recuou 2,3% em relação a maio, sem efeitos sazonais, mantendo uma trajetória volátil, já que havia crescido 2,1% no quinto mês de 2023, e a tendência declinante iniciada em setembro do ano passado. Nesses dez meses, há um saldo negativo de 9,3%.

“Os resultados consolidam o fraco desempenho do setor durante a primeira metade do ano. O cenário econômico pouco favorável, com a demanda interna insuficiente, os juros elevados e os altos níveis de incerteza com o futuro, impactou fortemente a atividade da indústria gaúcha”, explica o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

Com isso, em junho, o IDI-RS esteve no mais baixo patamar desde maio de 2021, mas 5,1% acima do nível anterior ao da pandemia, em fevereiro de 2020. Todos os seis indicadores que compõem o IDI-RS caíram em junho na comparação dessazonalizada com o mês que o antecedeu: as compras industriais (-9,7%), a utilização da capacidade instalada (-1,6 ponto percentual), as horas trabalhadas na produção (-1,2%), o faturamento real (-0,4%), a massa salarial real (-0,2%) e o emprego (-0,1%).

Nas comparações anuais, os resultados negativos também predominaram. O IDI-RS recuou 5,1% ante junho do ano passado, sexta queda seguida, e, no primeiro semestre, acumulou retração de 2,8% sobre o mesmo período de 2022.

Os componentes do IDI-RS mais diretamente associados à produção recuaram: compras industriais (-9,4%), faturamento real (-3,5%), UCI (-2,8 pontos percentuais) e horas trabalhadas na produção (-0,6%). Já os relacionados ao mercado de trabalho continuam positivos, com massa salarial real subindo 6,4%, e o emprego, 0,8%. Mas ambos estão em desaceleração.

Queda

No levantamento por setores industriais, a queda da atividade também foi generalizada. Dez dos 16 pesquisados caíram, na comparação entre os primeiros semestres de 2023 e 2022, com destaque para os impactos negativos vindos das indústrias de Produtos de metal, -8%; Máquinas e equipamentos, -3,6%; Químicos e derivados de petróleo, -3,6%; Madeira, -16,5%, e Veículos automotores, -3,1%.

Por outro lado, as principais influências positivas partiram de Alimentos, 2,6%, Equipamentos de informática e produtos eletrônicos, 13%, Couros e calçados, 1,7%, Tabaco, 6,1% e Móveis, 3,8%.

Em relação às perspectivas, o presidente da Fiergs vê que o cenário econômico enfim agrega elementos favoráveis. “A queda da inflação, a redução dos juros, a diminuição da incerteza com a questão fiscal e a aprovação da Reforma Tributária podem sustentar alguma recuperação da atividade no segundo semestre, mas que dificilmente terá força para recompor as perdas do primeiro e levar a indústria gaúcha a um crescimento em 2023”, diz.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Assinada ordem de início para projeto de recuperação da chaminé da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre
Embriagada, mulher é presa com carro furtado em Bom Jesus
Pode te interessar