Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2021
A infectologista Luana Araújo falou ao portal de notícias G1 sobre a aplicação do reforço da vacina contra a covid-19. À medida que o número de internações de pessoas acima de 60 anos volta a crescer, a médica destacou a importância da imunização e da manutenção dos cuidados sanitários com os idosos.
“A gente sabe que essa população tem outros problemas de saúde, que são importantes e que muitas vezes podem ser agravados pela própria presença da covid. É importante que a gente entenda que esse sistema imunológico responde com um pouco de menos eficiência ao estímulo vacinal, então todo cuidado é importante”, disse a médica.
Perguntada sobre a relação entre baixa imunidade e as fortes reações à vacina da Astrazeneca/Fiocruz, Luana afirmou que não existe nenhum vínculo.
“A imensa parte das pessoas não vai ter nenhuma reação. Algumas poucas pessoas vão sentir alguma coisa no braço. Menos ainda vai ter um pouquinho a mais de reação. Mas isso não tem relação com a sua imunidade, tem relação com a complexidade do corpo que a gente tem mesmo”, explicou.
Sobre a dose de reforço para os imunossuprimidos, a especialista disse que ela é fundamental, porque o sistema imunológico deste público não funciona de forma adequada e precisa de um estímulo maior para combater infecções.
No dia 15 de setembro, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades, entre 12 e 17 anos. A decisão foi criticada por governadores de estado que, mesmo contrariando a decisão do governo federal, anunciaram que iriam manter o cronograma de vacinação. No dia seguinte à posição do governo federal, a Anvisa se manifestou mantendo a recomendação de vacinação dos adolescentes maiores de 12 anos com a vacina da Pfizer. Na última quarta-feira (22), o órgão federal recuou da suspensão e por meio de uma nota técnica, liberou a vacinação de adolescentes sem comorbidades com o imunizante da Pfizer.
O Ministério da Saúde informou neste domingo (26) que, em apenas três dias, mais de 286,8 mil pessoas receberam a dose de reforço ou a dose adicional da vacina contra a covid-19. Até o momento, são 506,9 mil brasileiros com idades acima de 70 anos e 29,8 mil pessoas imunossuprimidas com a imunização reforçada.
Este público foi escolhido como prioritário nesta etapa da campanha de vacinação por estar entre os grupos com mais riscos de acometimento pelas formas graves da doença. O reforço é feito com o imunizante da Pfizer, que começou a ser enviado para todos os estados, municípios e Distrito Federal na última segunda-feira (20).
Na sexta-feira (24), o Ministério da Saúde ampliou para profissionais de saúde a vacinação com a dose de reforço contra a covid-19. A medida foi definida em reunião na Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização.
Segundo a pasta, a nova etapa da imunização deve ser realizada preferencialmente com a vacina da Pfizer. O grupo deverá receber a nova dose seis meses após o profissional ter completado o ciclo vacinal. As informações são do portal de notícias G1, da revista Veja e do Ministério da Saúde.
Os comentários estão desativados.