Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de agosto de 2021
O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) interrompeu a sequência de seis altas consecutivas e ficou em 0,82% na segunda leitura de agosto, vindo de 0,97% na medição imediatamente anterior, a primeira do mês, e acumulando uma alta de 9,07% nos últimos 12 meses, informou nesta segunda-feira (16) a FGV (Fundação Getulio Vargas).
Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (1,84% para 1,35%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 6,57% para 4,52%.
Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,87% para 0,28%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,47%), Transportes (0,88% para 0,84%) e Vestuário (0,21% para 0,17%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: passagem aérea (6,75% para 1,54%), médico, dentista e outros (0,59% para 0,43%), automóvel usado (1,17% para 0,93%) e calçados infantis (-0,23% para -0,94%).
Em contrapartida, os grupos Alimentação (1,10% para 1,23%) e Despesas Diversas (0,11% para 0,17%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: hortaliças e legumes (4,81% para 6,40%) e serviços bancários (0,12% para 0,21%).
O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação de -0,15% registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens: serviços de streaming (1,83% para 2,10%), em sentido ascendente, e mensalidade para internet (-0,34% para -0,49%), em sentido descendente.
O IPC-S é calculado com base nos preços coletados entre os dias 16 de julho de 2021 e 15 de agosto de 2021 comparados aos coletados entre 16 de junho de 2021 e 15 de julho de 2021. A próxima apuração do IPC-S, com dados coletados até o dia 22.08.2021 será divulgado no dia 23.08.2021.
Previsão de mercado
Já a previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – a inflação oficial do País) deste ano subiu de 6,88% para 7,05%. É a 19ª elevação consecutiva na projeção. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a projeção para os principais indicadores econômicos.
Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,90%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente.
A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior, de 5,25%.
Em julho, a inflação subiu 0,96%, o maior resultado para o mês desde 2002, quando a alta foi de 1,19%. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,76%, no ano, e 8,99%, nos últimos 12 meses. As informações são da FGV e da Agência Brasil.
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