Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2015
Depois de estourar o teto da meta de 6,5% neste ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País, deve somar 5,4% no ano que vem, segundo estimativa que consta na proposta de Orçamento de 2016, enviada na segunda-feira pelo governo ao Congresso Nacional.
A equipe econômica tem informado que trabalha com estimativas do mercado financeiro para os indicadores da economia – como PIB (Produto Interno Bruto) e inflação – para conferir mais credibilidade à peça orçamentária e possibilitar projeções mais acuradas para as receitas e despesas.
Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC (Banco Central) tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência, pode oscilar dentro de um limite de tolerância entre 2,5% e 6,5% sem que seja formalmente descumprida.
A previsão do governo de 5,4% para o IPCA do ano que vem, está acima do objetivo do BC – que é de atingir o centro da meta de 4,5% no ano que vem. Para tentar atingir a meta central em 2016, o BC subiu os juros básicos da economia por sete vezes consecutivas, para 14,25% ao ano – o maior patamar em nove anos.
Com uma taxa mais alta de juros, a instituição tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros prejudicam o nível de atividade da economia e, também, a geração de empregos.
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