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Brasil Inflação para a terceira idade cresce mais do que a do restante da população brasileira

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Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 3,3%, acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que foi de 2,76% no mesmo período. (Foto: Reprodução)

Os preços dos produtos e serviços consumidos pela população da terceira idade variaram 0,89% no primeiro trimestre de 2018, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade) mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade.

Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 3,3%, acima da taxa acumulada pelo IPC-BR (que mede a inflação para o restante da população), que foi de 2,76% no mesmo período.

Na passagem do quarto trimestre de 2017 para o primeiro trimestre de 2018, a taxa do IPC-3i registrou decréscimo de 0,29 ponto percentual, passando de 1,18% para 0,89%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação, cuja taxa passou de 1,21% para 0,07%, com destaque para tarifa de eletricidade residencial, que variou -2,05% no primeiro trimestre ante 4,14%, no anterior.

Contribuíram também para o decréscimo da taxa do IPC-3i os grupos: Transportes (2,51% para 1,61%), Educação, Leitura e Recreação (1,11% para 0,73%), Comunicação (0,20% para -0,13%) e Despesas Diversas (0,65% para 0,62%). Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,45% para 1,41%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,47% para 1,59%) e Vestuário (-0,07% para -0,02%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.

Indicador Antecedente de Emprego

O IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego), da Fundação Getulio Vargas, caiu 1,9 pontos em março, para 107,7 pontos, devolvendo a alta do mês anterior. Mesmo com esse recuo, em médias móveis trimestrais o indicador manteve a tendência ascendente (0,2 ponto).

“O índice antecedente de emprego mostra-se em um nível bastante elevado, refletindo uma grande confiança quanto à retomada da economia e, com isso, uma contratação mais forte ao longo dos próximos meses.”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV IBRE.

Indicador Coincidente de Desemprego

O ICD (Indicador Coincidente de Desemprego) recuou 0,9 ponto em março, para 96,2 pontos, o menor nível desde agosto de 2016 (95,8 pontos).

“O índice mostra que houve uma percepção de melhora nas condições de emprego principalmente para os consumidores de renda mais elevada. No entanto, o ICD reflete uma situação ainda bastante difícil no mercado de trabalho, apesar da melhora gradual observada nos últimos meses”, prossegue Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Destaques do IAEmp e ICD

A queda do IAEmp ocorreu em cinco dos sete indicadores que o compõem, com destaque para o que mede a situação dos negócios atual, da Indústria de Transformação, com variação de -10,2 pontos, na margem, que contribuiu majoritariamente para a queda do indicador.

As classes que mais contribuíram para a queda do ICD foram as dos grupos de consumidores que auferem renda familiar mensal entre R$ 4.100 e R$ 9.600 e que estão acima de R$ 9.600, cujo indicador de percepção de dificuldade de se conseguir emprego recuou 1,6 e 2,1 pontos, respectivamente.

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