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Brasil Inflação para o consumidor avança na segunda semana de outubro

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A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,83% para 1,37%). (Foto: Reprodução)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,28% na segunda semana de outubro, 0,14 ponto percentual  acima da taxa registrada na semana anterior, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (16) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo alimentação (-0,16% para 0,20%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -2,27% para 4,73%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos habitação (-0,09% para 0,19%), saúde e cuidados pessoais (0,24% para 0,29%), comunicação (0,11% para 0,32%), despesas diversas (0,49% para 0,60%) e vestuário (0,62% para 0,68%).

Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (-1,78% para -0,13%), protetores para a pele (-1,78% para -1,31%), tarifa de telefone móvel (0,09% para 0,69%), cigarros (1,13% para 1,35%) e roupas femininas (1,02% para 1,22%).

Em contrapartida, os grupos transportes (0,48% para 0,23%) e educação, leitura e recreação (0,51% para 0,44%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens gasolina (2,38% para 1,18%) e excursão e tour (1,09% para 0,89%).

Inflação para idosos

O IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, registrou, no terceiro trimestre de 2017, variação de 0,68%. Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 3,53%. Com esse resultado, a variação do indicador ficou acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que foi de 3,17% no mesmo período.

Na passagem do segundo trimestre para o terceiro trimestre de 2017, a taxa do IPC-3i registrou acréscimo de 0,18 ponto percentual, passando de 0,50% para 0,68%. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo transportes, cuja taxa passou de -0,52% para 3,14%. O item que mais influenciou o comportamento dessa classe de despesa foi gasolina, que variou 11,98%, no terceiro trimestre, ante -3,16% no anterior.

Contribuíram também para o acréscimo da taxa do IPC-3i os grupos habitação (0,40% para 1,08%) e educação, leitura e recreação (0,08% para 1,42%). Para cada uma destas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-2,46% para 3,80%) e passagem aérea (-8,04% para 16,62%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos saúde e cuidados pessoais (2,70% para 1,21%), alimentação (-0,94% para -2,19%), vestuário (1,18% para 0,62%), comunicação (0,75% para 0,40%) e despesas diversas (1,16% para 0,74%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Os itens que mais contribuíram para esses movimentos foram: medicamentos em geral (3,43% para -0,23%), hortaliças e legumes (4,84% para -16,26%), roupas (1,58% para 0,82%), mensalidade de TV por assinatura (2,86% para 0,54%) e alimentos para animais domésticos (4,45% para 1,68%).

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